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Arquivo de 28 de fevereiro de 2010

Vinicio (s) Gama: plantão também tem opinião!

Em toda jornada esportiva, pode-se dizer que a figura do plantão esportivo é aquela que menos aparece. É exigido agilidade, atenção aos resultados de eventos em andamento, informações de última hora e pode haver imprevistos. Se antes a escuta era a moda, agora a internet é a ferramenta por vezes traiçoeira. O nosso entrevistado de hoje tem uma das mais belas vozes do rádio esportivo do Rio. É carioca de Campo Grande, esforçado, enfrentou dificuldades e hoje é o plantonista da Super Rádio Tupi do Rio. Confira o papo de Vinicio Gama (ou o “Vinicios” da Tupi) com o site Rádio de Verdade.

 

1 – Seu nome é Vinícius como te chamam na Rádio Tupi ou Vinício, como está no seu orkut?

Meu nome é verdadeiro é Vinicio mesmo, sem “S”, mas na Tupi o Penido quis Vinicius

2 – Como você começou a trilhar seu caminho no rádio?

Comecei cedo. Sempre gostei de rádio. Até que em 2002, fiz um curso de locução para me aprimorar, mas com a intenção de ir bem e de repente ser indicado para alguma rádio. Não deu outra, no fim do curso fui indicado para trabalhar na rádio Solimões em Nova Iguaçu. Depoi disso tive uma passagem relâmpago pela Grande Rio, fiquei dois anos na Carioca, um ano na Bandeirantes, nove meses na Manchete e estou na Tupi desde maio de 2008.

3 – Houve algum momento em que você tenha pensado em desistir?

Sinceramente sim. Quando a gente começa na profissão e tem que pagar para trabalhar, passa um monte de coisas na cabeça. Mas aguentei firme, a paixão falou mais alto.

4 – Qual seu maior exemplo na vida?

Na vida sem dúvida são meus pais, que me deram e ensinaram coisas importantíssimas na vida. Estudo, respeito ao próximo e a educação. Não consigo conviver com gente mal educada.

5 – Qual o melhor na sua profissão?

Difícil dizer quem é o melhor. Adimiro o trabalho do Vander Luiz, Sérgio Patrick, Ricardo Capriotti e Marcelo Di Lallo, todos de São Paulo e do Cléber Grabauska do Rio Grande do Sul. Gostaria que tivesse uns 10 bons plantões como lá em São Paulo. Só que aqui no Rio até as equipes são poucas.

6 – E o melhor narrador esportivo?

Luiz Penido e José Carlos Araújo aqui no Rio. Em São Paulo gosto da maioria. Gosto do estilo deles.

7 – Melhor comentarista na atualidade?

Washington Rodrigues e Álvaro de Oliveira Filho. Quando eu escuto comentarista torcedor ou metido a ser polêmico, eu mudo de estação.

8 – Você se considera o melhor plantão do rádio brasileiro, como te chamam na Rádio Tupi?

Rsrsrs. Todo mundo diz que o plantão esportivo de sua rádio é o melhor e o mais bem informado. Acho que seria pretensão da minha parte dizer que eu sou o melhor do Brasil, até porque não ouvi todos, mas de todos que eu ouvi, acho que eu estou no bolo. Mas se o Jota Santiago e o Eugênio Leal dizem, porque logo eu vou discordar né? rsrsrs

9 – Quando se começa na profissão, a maioria sonha em ser narrador ou repórter . Você logo de cara quis ser plantão? Por quê?

É estranho né. Costumo dizer que o plantão é o goleiro do rádio esportivo. Fica na reta guarda, mais isolado do que os outros, sempre atento e ninguém que ser plantão, como ninguém quer ser goleiro.

Na verdade não tive o objetivo logo de cara de ser plantão. Quando terminei o curso de locução, quis trabalhar em rádio, falar no microfone, ganhar dinheiro com o que eu gosto de fazer. Como muitos que começam no rádio esportivo, comecei fazendo plantão. A maioria vai ser repórter, narrador…

Apesar de ser uma função desvalorizada, até mesmo pelos próprios profissionais do meio, eu me apaixonei por ela e continuei, foi como o Oldemar Kramer (ex-plantão esportivo paranaense já falecido). Não descarto um dia ser narrador, comunicador ou locutor noticiarista, que são funções que eu também adimiro, mas hoje faço o plantão esportivo amarradão.

10 – Qual o maior desafio para o plantonista? A internet já atrapalhou a sua função?

O plantonista tem que gostar do que faz, ser bem informado e estar sempre ligado durante a jornada. O surgimento da internet ajudou muito, mas ela as vezes também atrapalha, como já atrapalhou em algumas rádios. Na Tupi ainda não me prejudicou e espero que não me prejudique. Tabelas de campeonatos e jogos da rodada vejo somente em sites oficiais das competições.

11 – O melhor e o pior do futebol.

A rivalidade sadia de um sacanear o outro no dia seguinte, a alegria do torcedor em ver o seu time jogar. A pior coisa com certeza é a violência nos estádios. Se eu não trabalhasse nos dias dos jogos, não sei se iria aos estádios.

12- FERJ e CBF

 Desculpem, mas prefiro não emitir opinião sobre esses dois órgãos (FERJ e CBF).

13 – A favor ou contra a necessidade da necessidade do diploma para exercer a função de jornalista?

Sou a favor do diploma. Realmente faculdade não ensina ninguém a ter talento, mas acho que a formação é importante. O problema da não formação é qualquer um achar que pode ser jornalista. É uma profissão de responsabilidade, tem que ser levada a sério sempre.

14 – Na época em que Apolinho e Dennis Menezes eram trepidantes, os repórteres entravam tranquilamente no gramado e você chegou a pegar o tempo de 3 repórteres em campo. O que pensa sobre as restrições aos radialistas nos gramados de Rio e São Paulo?

Acho isso besteira. Restrição aos repórteres de campo não vai resolver nada com relação a organização. Acho que quem perde com isso é o ouvinte.

15 – Momento marcante na sua carreira.

Guardo com carinho alguns momentos que eu tive. Um deles foi o meu primeiro dia na Rádio Manchete, até hoje escuto o áudio do dia da minha apresentação. Até o Miguel Nasseh foi ao estúdio entrar ao vivo no programa “A bola não pára”, que eu apresentei por um tempo.

Guardo também os elogios que recebi de grandes profissionais como: José Resende, Garcia Jr, Paulo César Rabelo, Rafael Marques, Daniel Pereira, João Guilherme, Valdir Luís, Carlos Borges, Edílson Silva, Wellington Campos, Fernando Carlos, Sidinei Marinho, Francisco Carioca, Luíz Penido, Eugênio Leal, Jorge Nunes, Jota Santiago e Haroldo de Andrade JR.

É ou não é um timaço? Receber elogio de profissionais como este vale muito. Mais do que receber troféu de plástico.

16 – Recado para estudantes de comunicação social que sonham em trabalhar com jornalismo esportivo.

Venham com vontade e com certeza do que querem. Se preocupem em fazer um grande trabalho. Se vierem preocupados em ganhar muito dinheiro e ter fama, procurem outra.

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Delegado decreta prisão preventiva contra agressores de jornalista em Iguatu

O caso do jornalista Vicente Araújo, que foi torturado em Iguatu (CE) por funcionários ligados ao gabinete da prefeitura local, denunciado também no site Rádio de Verdade, continua repercutindo em todo o país. O delegado regional do município, Agenor Freitas de Queiroz indiciou conforme os autos e a materialidade apurada nos delitos por praticarem seqüestro, tortura, furto e espancamento a um jornalista e a quatro jovens, o chefe de gabinete do município, Theogenes Martins Teixeira Florentino, Francisco Aldemir Alves Amorim, servidor municipal, Cicero Santiago Alves de Lima, Francisco Itailton Neves, Juliene Bernado da Silva, Antonio Zilmar da Silva e o sargento, Francisco Assis Alves Bandeira, sob pedido de prisão preventiva sob as penas do código penal cominados ao 129, 148 e 163, referente a lesão corporal, seqüestro e cárcere privado e dano triplamente qualificado.

O fato aconteceu no último dia 11, às 23h30 quando o jornalista e os jovens foram abordados pelos acusados no centro da cidade, iniciando a sessão espancamento, utilizando capecetes e cinturões, sem ter como se defender e impedindo-os de distribuir o material. Eram em média 8 pessoas em três veículos e duas motos. O caso comoveu a população da Região Centro-Sul que revoltada clama por justiça e direito a liberdade de expressão.

Os panfletos noticiavam a denúncia feita pelo MPF (Ministério Público Federal) contra o prefeito Agenor Neto (PMDB) e o deputado estadual José Ilo, por fraudar 700 carteiras no seguro-desemprego. Por meio do Ministério Público Federal, a Polícia Federal foi acionada para investigar o caso. Uma equipe está no município para acompanhar o pedido de prisão preventiva e analisar o material já que envolve caso de tortura e não cumprimento aos direitos humanos. A Comissão dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa foi acionada e deverá encaminhar junto ao Ministério Público Estadual um parecer sobre o fato.

Os acusados negam as informações, mas é notório o desencontro e as contradições ditas por eles. O material foi entregue nesta quarta-feira (24), ao conhecimento da justiça acompanhado pelo promotor de justiça, Fernando Antonio Martins de Miranda. Uma semana antes ao fato, o radialista Val Lima foi agredido pelo maqueiro do Hospital Regional, Cicero Santiago, na companhia de outras duas pessoas, após ler em seu programa a noticia publicada pela MPF. Enquanto substituta, a delegada Cláudia Amazonas, já tinha pedido a prisão preventiva dos acusados, mas o juiz de Direito da comarca de Lavras da Mangabeira, que respondia pelo plantão judiciário na região, decidiu encaminhar o pedido para o Fórum de Justiça em Iguatu, sem apreciar o mérito. O caso está sob análise judicial e até o final da semana, os acusados devem ser capturados.

Com informações do Iguatu.org

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