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Arquivo da categoria ‘Carlos Alberto Parizzi’

Sem Kaká complica

Por Carlos Alberto Parizzi

Ficou provado, no empate em 0 a 0 com Portugal, que a seleção brasileira depende dos talentos individuais do Kaká e Robinho. O treinador da seleção brasileira, Dunga, pediu muitas vezes durante a partida para que os jogadores tocassem a bola. Só que eles não sabem. Quando a gente vê o Lúcio, que acho um zagueiro razoável, carregar a bola no campo adversário, tentando dribles e tabelas, é porque a coisa está toda errada. E não adianta reclamar do Gilberto Silva, Josué e Felipe Melo, eles não podem aprender a executar o que nunca fizeram durante sua vida profissional como jogadores de futebol. Deixar o Ronaldinho Gaúcho fora de uma convocação para levar como opção para substituir Kaká o Julio batista, é brincadeira. E de mau gosto. Os portugueses quando resolveram ousar, como no segundo tempo, estiveram mais perto de um placar favorável do que nós. A seleção não criou nada. Por isso que reclamo, há duzentos mil dias, pedindo que o time do Dunga apresente jogadas ensaiadas que possam sair, por exemplo, de situações como a retranca montada pela seleção portuguesa na partida de sexta. Vimos o Luis Fabiano buscar jogo no meio campo porque a bola não chegava nele. Nilmar idem. E quem iria incomodar os zagueiros lusitanos? Sem Kaká e Robinho a coisa poderá, até, acontecer, mas será uma pedreira.

Coração na boca o tempo todo. Dunga e Jorginho devem ter se assustado quando entenderam que não há substituto para o Kaká. É o cara da criação, que tem visão de jogo e decide. O que a gente temia acabou acontecendo. Perder o Kaká em algum jogo e ele não estar bem fisicamente. Vamos torcer para que ele possa disputar o resto da copa.

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Só quem opina erra

Por Carlos Alberto Parizzi

Hoje definimos mais duas partidas das oitavas de final sem nenhuma surpresa. Como disse nas primeiras crônicas aqui no site França e Itália seriam as grandes “zebras” da copa. Qualquer uma das duas seleções que fosse mais longe na Copa da África teria que operar um milagre. As duas equipes são muito fracas. Os 3 a 2 dos eslovacos sobre os italianos só veio a confirmar isso. A Eslovênia não é uma grande seleção, mas está aí na briga. Briga até a próxima fase quando enfrentará a Holanda, uma seleção bem melhor e com mais estrada de copas. Acho que dá Holanda. O Paraguai, desde as eliminatórias sul-americanas, vem desenvolvendo um trabalho razoável. Tem grandes chances de passar as quartas de final. Enfrentarão Japão, que chegou com méritos até aqui. Venceu com autoridade a Dinamarca que não é tão ruim assim. Mistura-se a mediocridade da competição. Mas se os paraguaios pudessem escolher uma seleção para jogar contra, com certeza os japoneses estariam na lista de prioridades. Se tivesse que marcar no “bolão” apostaria nos paraguaios. Como tudo em futebol não é exato posso errar feio, mas numa análise do que as seleções apresentaram até agora o lógico seria isso. Só quem opina tem o direito de errar e acertar. Como não gosto de comentar apenas resultados vai aí minha opinião.

*Carlos Alberto Parizzi é comentarista do Jogo Aberto Rio da BAND e da Rádio Tamoio 900 AM.

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Só depois do apito final

Por Carlos Alberto Parizzi

As classificações para as oitavas de final dos grupos C e D foram decididas sempre nos últimos minutos dos jogos. Teve gol aos 45 do segundo tempo, jogadas perdidas em cima da hora que poderiam mudar radicalmente a classificação, enfim não faltou emoção. Faltou mesmo foi futebol. Não vi ninguém se destacando. A média de um gol prova isso.

Inglaterra e Alemanha já derrubará nas oitavas de final um dos que podem e devem chegar as semifinais, pelo menos. Tanto ingleses quanto alemãs me decepcionaram na forma de jogar. O futebol europeu é característico por não dar espaços aos adversários para jogarem. Mas na vitória por 1 a 0 da Alemanha, em cima de Gana, e 1 a 0 da Inglaterra, sobre a Eslovênia, o que se viu foi um espaço grande de marcação feito pelas duas seleções quando atacadas. Isto permite a jogadores habilidosos de receberem a bola, pensar no que fazer e executar. Alguns jogadores que atuaram contra Alemanha e Inglaterra, que têm um pouco mais de futebol, conseguiram jogadas que perigaram as metas de Alemanha e Inglaterra. Será um jogo estudado, de paciência e com poucas chances de gol.

No outro confronto que foi definido hoje, uma “zebra” chegará as quartas de final. Estados Unidos e Gana já conquistaram suas copas 2010. Passaram para as oitavas. E um dos dois ainda vai mais longe. Uma evolução considerável. Entraram na competição como participantes e agora viraram coadjuvantes. Mas cá para nós, todos torcerão para pegar americanos ou ganeses nas quartas. Não será moleza, mas sem dúvida alguma muito mais fácil. A copa começa a ficar boa. Se não pelo futebol jogado fica valendo as emoções.

*Carlos Alberto Parizzi é comentarista do Jogo Aberto Rio da BAND e da Rádio Tamoio 900AM.

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Sul-americanos na moda

Escutei falarem durante quatro anos que o futebol sul-americano estava em decadência, que o campeonato inglês era melhor do que o brasileiro, que Cristiano Ronaldo, Riberry, Drogba, Rooney eram os “caras”, Inglaterra, França e Itália eram seleções fortes, enfim todo tipo de diminuição possível a América do Sul. Aí chegou a copa. Desmonorou todas essas invenções de jornalistas europeus e alguns colegas brasileiros que gostam de enaltecer o futebol de lá, até porque dependem e têm que vender isso. Ainda tem gente dizendo que as seleções sul americanas estão se dando bem porque os jogadores jogam na Europa. É ao contrário. O futebol europeu só aparece um pouco porque está cheio de brasileiros, argentinos, uruguaios, chilenos e paraguaios. Só para dar uma luz: Messi, Milito, Ronaldinho Gaúcho (esse, o treinador da seleção brasileira acha que Julio Batista é melhor, só um ignorante do futebol pode achar isso, que é o caso do Dunga), kaká, Forlan e muitos outros. Concordo que a Jabulani atrapalhou algumas seleções européias. A bola sempre foi um problema para a maioria deles. Basta ser redonda e rolar que a galera acha que foi feita para ser bicada, pisada, maltratada e outros “ada” mais. Bom, não vamos aqui ficar falando dos europeus, quem está na moda somos nós, os sul-americanos

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Sul-Americanos na fita

Por Carlos Alberto Parizzi

No primeiro horário dos jogos pela copa do mundo, Uruguai e México, França e África do Sul, fizeram partidas dentro das previsões.

Confirmando o que escrevi antes de começar o torneio a seleção francesa seria uma grande zebra se fosse mais além do que as oitavas. Não chegou nem lá. Nem com aquele mão escandalosa do Henry. Um time fraco tecnicamente, sem motivação e totalmente desarrumado, este foi o retrato da França na competição. A África do Sul deu, pelo menos, uma alegria ao povo anfitrião, com a vitória por 2 a 1. Foi eliminada pelo saldo de gols, mas fez papel muito melhor do que os franceses.

O trabalho do treinador, o brasileiro Carlos Alberto Parreira, pode ser considerado dentro do satisfatório. Fim do mundial para as duas seleções. Uma sai com a sensação de dever quase cumprido e a outra apenas como um time pequeno, que não conseguiu vencer nenhum jogo e ainda criou a maior crise do futebol francês.

A outra partida entre Uruguai e México parecia que seria jogo de compadres. O empate classificaria as duas seleções sem depender de qualquer outro resultado. Mas o Uruguai partiu para cima, venceu 1 a 0, e poderia ter feito mais. A motivação, pura e simples, de fugir do confronto com a Argentina na próxima fase embalou os uruguaios. Quem ficou no prejuízo foi o México, sem nenhuma dúvida.
Se não acontecer nenhum resultado inesperado, à tarde, teremos oitavas com Argentina e México, Uruguai e Coreia do Sul. Sendo assim considero que a América do Sul já terá um representante bem pertinho das quartas.

*Carlos Alberto Parizzi é comentarista do Jogo Aberto Rio da BAND e da Rádio Tamoio 900AM.

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Pode acontecer de tudo

Por Carlos Alberto Parizzi

A goleada aplicada pela seleção portuguesa em cima da Coreia do Norte não pode ser comparada ao jogo do Brasil contra os coreanos. Por ser o primeiro jogo a Coreia do Norte jogou de maneira muita defensiva contra nós.

Naquela partida o que interessava era não perder. Hoje a coisa era diferente. Tinha que arrancar um resultado positivo para tentar a classificação. Tentaram se organizar para chegar ao ataque também. Isso não modifica o conceito que sua seleção é a mais fraca da copa. Não tem dúvida, é a mais fraca. Também não diminui o mérito dos 7 a 0 da seleção portuguesa, ao contrário mostra que tem bom poder de finalização com um aproveitamento acima da média do seu sistema ofensivo. Difícil falar de um jogo que só teve uma equipe em campo. Nem treino se compara a facilidade que Portugal encontrou hoje. Confirmando o que sempre pensei esse tal de

Cristiano Ronaldo não é a metade do que vendem dele e nem um terço do que ele pensa que é. Gosta muito de sorrir, tirar onda de artista, mas futebol que é bom, para mim, nunca teve.

Outra seleção sul americana está próxima da próxima fase. Com a vitória por 1 a 0, frente a Suíça, o Chile quase carimbou a passagem. Na primeira partida dos chilenos eu dizia que me agrada o sistema de marcação dos chilenos. Disse marcação e não de defesa. O time marca em cima da bola, às vezes usando pressão no campo adversário e outras no seu próprio campo.

É uma marcação agressiva. Isto é ousado. Se a seleção suíça fosse mais técnica conseguiria criar formas de matar essa marcação. Mas não é. Provou que a vitória contra a Espanha, na primeira rodada, aconteceu num lance casual. Os suíços estão na briga. Faltam pegar a fraquíssima Honduras. Posso até errar, mas acredito numa fácil vitória suíça. Quem vai ter que se virar será a Espanha. Seu último jogo será contra a líder seleção do Chile. Parada indigesta. Os chilenos não vão querer perder. Ficar em segundo no grupo significa pegar o Brasil pela frente. Uma derrota pode custar a classificação.

Terão que jogar com o regulamento debaixo do braço e saber que o empate garante tudo, classificação em primeiro.

A Espanha fez um jogo burocrático, mas o suficiente para vencer. Como disse acima, esperava muito mais desta seleção. Tem bons jogadores, boa disposição tática, um esquema interessante, mas não conseguiu deslanchar até aqui. Cria oportunidades na mesma medida que as desperdiça. Foi impressionante a quantidade de gols perdidos pelos espanhóis no primeiro tempo. Em 90 minutos fizeram dois e perderam 60, inclusive um pênalti. Um caminhão. Parece que os jogadores estavam sofrendo da síndrome do pânico. Pânico em fazer gols. Além do mais, nervosos em demasia, arriscando-se a serem expulsos. Só não teve alguém expulso porque o árbitro não quis. Nesse grupo pode acontecer de tudo.

*Carlos Alberto Parizzi é comentarista do Jogo Aberto Rio da BAND e da Rádio Tamoio 900AM.

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Sofrimento até o fim

Luis Fabiano domina a bola com o braço antes de concluir e marcar o seu segundo gol (Foto: EFE)

Por Carlos Alberto Parizzi

Tenho que admitir não ter levado fé na seleção paraguaia. Dentro da mediocridade que domina o mundial os paraguaios vêm se salvando. Pode ser até que seja pela fragilidade técnica dos seus adversários no grupo, mas está fazendo seu papel. A vitória por 2 a 0 sobre a Eslováquia foi merecida. Não jogam um futebol vistoso, mas são aplicados e eficientes. Parece que sabem suas limitações e procuram, ao máximo, não deixar que o adversário explore seus pontos fracos. Especificamente no jogo de hoje a seleção eslovaca mostrou que é muito fraca. Não apresentam nem a aplicação tática que é comum nos times europeus. É mais uma das seleções que veio só para participar. O Paraguai está com a vaga nas mãos.

Quem provou que não chegou à África para ser campeã foi a Itália. Há muito não vejo um time italiano tão fraco. Um esquema tático previsível, sem mobilidade e com valores individuais que beiram o ridículo. A alegação do treinador italiano de que deu azar já é reflexo do desespero. Não consegue explicar o desempenho do seu time. Empatou com a Nova Zelândia que está entre os piores grupos da copa. Vencer a Eslováquia para se classificar seria uma fácil missão se os italianos fossem ao menos razoáveis. Do jeito que esse time se comporta pode vencer, mas com muita dificuldade. Pela lógica a “Azurra” não deve terminar essa fase sem vencer. Tem que torcer para que Nova Zelândia não apronte para cima do Paraguai. Situação indefinida e complicadíssima a dos italianos.

Por fim o Brasil. Sem novidades a vitória sobre a Costa do Marfim, 3 a 1. Como disse o Julio Cesar em uma entrevista que prefere a seleção jogando mal e vencendo do que dando show e não chegando. Só não entendo porque não pode jogar bem e ganhar. Isto seria o normal. Se jogando mal vence, jogando bem seria mole. Mas essa teoria é a bandeira do treinador Dunga. Hoje jogamos mais ou menos e vencemos bem. Nossos jogadores tecnicamente, de uma maneira geral, são quantitativamente melhores do que os outros participantes. Mas não traduz isso dentro de campo porque não tem jogada ensaiada e nem organização de jogo. A tempo, o segundo gol do Brasil, o Luis Fabiano, mesmo sendo com a mão em dois lances, fez o gol mais bonito da copa até aqui. Continuamos dependendo das jogadas individuais, da criatividade individual. Até quando isso dará certo não sei. Tomara que seja até a final. Aí será difícil de aturar o “anão”.

*Carlos Alberto Parizzi é comentarista da Rádio Tamoio 900AM e do Jogo Aberto Rio da BAND.

Veja os gols do jogo Brasil 3X1 Costa do Marfim, pela 2ª rodada da Copa da África. As imagens são da TV Globo.

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Hora de definições

Por Carlos Alberto Parizzi

As coisas começam a se definir, mesmo estando ainda na segunda rodada da fase classificatória. Nos jogos de hoje, pelo grupo D, a vitória da Holanda sobre o Japão, 1 a 0, caracterizou a classificação dos holandeses. Alguns disseram que é muito pouco para quem quer ser campeão mundial vencer um futebol que está na copa apenas como participante. A afirmação está correta. Apenas gostaria de lembrar que como nesta fase uma derrota por diferença mínima de gols pode determinar a classificação, levando algumas seleções que não almejam disputar o título e sim passarem para uma próxima fase a jogarem apenas no seu campo torcendo para sobrar uma bola no contra ataque ou uma falha adversária para conseguir meter um gol.

É o caso do Japão. A posse de bola dos holandeses foi total, mas não furaram a barreira defensiva que se tornou o time japonês. De qualquer maneira a Holanda já deve ser vista como candidata a uma final. Tem uma armação tática interessante e um esquema de jogo que se alterna muito durante a partida. Tem chances de surpreender até o fim.

A Dinamarca decidirá a segunda vaga com o Japão após a vitória por 2 a 1, em cima de Camarões. Foi uma partida corrida e cheia de chances. A necessidade de vitória fez com que os dois times fossem mais ofensivos.

Dentro do que aconteceu até agora este foi um dos jogos que prendeu o fôlego até o fim. Méritos para a Dinamarca porque mesmo com o placar adverso continuou acreditando. Ficou evidenciada a ingenuidade dos zagueiros africanos. Erram lances bisonhos e não têm noção de colocação. Todos são assim.

No grupo D a Alemanha deve começar a se preocupar muito com sua classificação. O empate entre Gana e Austrália, 1 a 1, obriga os alemãs a vencerem seu último jogo, justamente, contra Gana, atual líder do grupo. Se os ganeses tivessem mais confiança em si e partissem com mais determinação em busca dos três pontos, tinha condições para isso e o adversário ofereceu esta chance, teriam conseguido seu objetivo. O time australiano é ruim do banco aos titulares passando também pelo treinador.

Melhor para a Sérvia que dependerá de uma vitória simples contra os australianos, o que considero como certa. A Alemanha tem grandes chances de não passar.

*Carlos Alberto Parizzi é comentarista da Rádio Tamoio 900AM e do Jogo Aberto Rio da BAND.

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Treino aberto

Por Carlos Alberto Parizzi

Vamos esperar o primeiro jogo do Brasil porque esta vitória contra a Coreia, 2 a 1, foi um treino aberto. O Dunga implantou o treino privado, secreto, sei lá do que chamar, mas a seleção não se apresentou melhor do que vinha jogando, nada que empolgasse, mostrasse evolução tática e técnica.

Os velhos problemas. Um time com muitos volantes ruins, que não acertam passes, chegam mal a frente sem a mínima noção do que seja passar do meio campo, exceção para o lance do segundo gol, marcado por Elano. Kaká está fora de ritmo e numa fase que não é das melhores. Robinho com boa movimentação, o melhor da seleção, mas finalizando mal. Somemos a todas essas considerações a fraquíssima seleção coreana. Se disputasse a série B do Rio de Janeiro brigaria para não cair para a C. Não é à toa que não está entre as cem do ranking do futebol mundial.

Imaginem o grupo que proporcionou a classificação da Coreia, que coisa horrorosa. Mesmo assim conseguimos tomar um gol dos caras. Com todos esses problemas o Brasil continua sendo um dos favoritos daquela que pode entrar para história como a pior copa de todos os tempos. Ainda vamos sofrer muito.

*Carlos Alberto Parizzi é comentarista da Rádio Tamoio 900AM e do Jogo Aberto Rio da BAND.

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Dois empates sem graça

Cristiano Ronaldo foi mais um que não teve boa estréia (FOTO: Reuters)

Por Carlos Alberto Parizzi

Nova Zelândia e Eslováquia empataram, justamente, mas com o placar errado. Deveria ter sido menos 3 a menos 3. A Nova Zelândia deu um chute ao gol e marcoiu. 100% de aproveitamento. A Eslováquia ficou mais com a bola, mas não sabia o que fazer com ela. Joguinho ruim, como a maioria até aqui.

Portugal e Costa do Marfim só foi mais animado. Nos outros quesitos, técnica e tática, podemos esquecer. Algumas estrelas de quem se esperava muito não renderam nada. Estou falando de Cristiano Ronaldo e Drogba. Cada vez fica mais fácil do Brasil deitar e rolar neste grupo. Só perde a primeira posição para ele mesmo. Aliás, daqui a pouco vamos ver se os treinos “privados”, como gosta de falar o “anão”, darão resultados. Corre o risco do treino ter sido tão secreto que nem os jogadores brasileiros souberam o que ele queria. Melhor é que o Kaká esteja num bom dia, Robinho iluminado e Luis Fabiano, diferente dos últimos jogos, metendo gols. Mais tarde falamos disso.

*Carlos Alberto Parizzi é comentarista da Rádio Tamoio 900AM e do Jogo Aberto Rio da BAND.

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