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Arquivo da categoria ‘Colunistas’

As rádios e o Hino Nacional Brasileiro

Ontem, antes do jogo entre VITÓRIA-BA X SANTOS, em que se decidia a COPA DO BRASIL, foi executado o hino nacional brasileiro. Quase todas as rádios do Rio de Janeiro transmitiram o jogo. A maioria delas não transmitiu o áudio do hino. Ou seja, os radialistas cariocas não estão acostumados com tal solenidade e lamentavelmente não sabem que o nosso hino nacional, quando executado, deve ser ouvido com respeito. Em alguns estados da federação, antes dos jogos, é obrigatório a execução. Aqui, no Rio, não. Mas, de qualquer forma, a má educação e a má formação dos nossos profissionais fez com que ontem, em algumas rádios, não se ouvisse o nosso hino. Algumas ficaram no blá, blá, blá; outras, escalando os times. É lamentável a nossa ignorância cívica!

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Globo conversa com Galvão

O locutor Galvão Bueno está sendo persuadido pela diretoria da Rede Globo para que seu contrato seja prorrogado. Galvão que após a final da Copa da África do Sul, entre Holanxa e Espanha, informou sua aposentadoria.

Ainda não sabemos se Galvão ficará até a Copa de 2014, no Brasil,  ou até as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

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“Era Dunga”, para sempre, descanse em paz.

O Brasil foi campeão em 94 com dois volantes “brucutus”. O mundo inteiro copiou.

Em 98 e 2002, não havia Zidanes, Ronaldos e Rivaldos o bastante, espalhados por aí, que permitissem às outras Seleções absorverem as  principais virtudes dos vencedores daquelas Copas.

Em 2006, foi pior ainda. Retrancada, como de costume, a Itália ensinou ao Planeta Bola a “arte” – modo irônico ligado ao máximo – de jogar no “3-6-1″.

É histórico. Ganhou o Mundial, ditou a moda nos gramados nos próximos quatro anos.

E tomara que seja mesmo assim agora, com a bela Espanha de Xavi, Iniesta e tanta gente boa.

Vamos valorizar a posse de bola e trocar passes açucarados.

Vamos escalar nossas meiúcas só com quem sabe o que fazer com a pelota.

Para que três zagueiros, se queremos é marcar gols?

Didático o sucesso da Fúria nos gramados africanos.

Lição de que se pode sim conquistar títulos importantes, sem abrir mão da ofensividade.

Neste domingo, 11 de julho de 2010, não foram vencedores apenas os 23 jogadores espanhóis ou os milhões de torcedores que vibraram em Madrid e no restante do país ibérico.

Holandeses, por 74, nós, brasileiros, por 82, dinamarqueses, por 86, camaroneses, por 90, e todos aqueles que valorizaram o futebol-arte depois de 1970 estão de alma lavada.

Quem jogou bonito, enfim, venceu.

Que a “Era Dunga”, para sempre, descanse em paz.

Por Roberto Junior

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POLVO À ESPANHOLA

Autor do gol do título, Iniesta levanta a taça e comemora o primeiro título espanhol (Foto: Reuters)

Por Carlos Alberto Parizzi

O caneco ficou com a Espanha. Foi merecido. A partida final, contra a Holanda, coroou a participação de uma seleção que teve seu favoritismo questionado após a derrota no primeiro jogo contra a fraca Suíça, deu a volta por cima, derrotou uma seleção fortíssima, Alemanha, parta chegar a esta conquista e soube jogar decisivamente quando precisou. A Holanda foi guerreira, teve seus méritos, derrotou o Brasil, sempre temido com qualquer time que venha a exibir. Portanto a vitória espanhola contra a Alemanha, e o triunfo holandês frente o Brasil, credenciou as duas seleções a disputarem esta final.
O jogo em si não foi bom. Parado em demasia com faltas e poucas jogadas de plásticas bonitas. Seus principais astros não estavam num bom dia, e incluo Iniesta, o grande herói da conquista, que não jogou uma grande partida como se esperava, mas teve sua estrela brilhando quando marcou o gol do título na prorrogação. O craque não precisa jogar bem o tempo todo, basta fazer a diferença. Assim foi Iniesta. Mas o título é de todos na delegação espanhola. Vicente Del Bosque foi um comandante vibrante, sem estardalhaços. Sabia o time que tinha na mão. Vinha fazendo um ótimo trabalho na seleção. Não abandonou suas convicções quando perdeu a copa das confederações e foi tido como treinador de uma seleção que “amarela” nas grandes decisões. Continuou seu trabalho e acabou chegando ao topo. Do outro lado estava um time que jogou um futebol não tão bonito, mas eficiente. A Holanda fez uma partida muito apagada, sem ousar muito. Sneidjer e Robben não conseguiram desenvolver seus jogos. A Alemanha poderia estar na final, perfeitamente. Bastava não ter jogado sua pior partida contra a campeã Espanha. Aquele jogo foi uma pré-decisão. Dava a nítida impressão que a Holanda não passaria pelo vencedor daquele jogo.
O “polvo mala” acertou novamente. Paciência. A indicação do Forlán como melhor jogador da competição não me agradou. Iniesta jogou uma copa melhor e acabou decidindo o título. Diria que os dois, juntamente com o Sneidjer, seriam as indicações.
Bem, leitores do “Radio de Verdade”, termino aqui hoje minha contribuição quase que diária ao site. Foi um enorme prazer receber os elogios e as críticas daqueles que criaram o bom hábito de acessarem esta página a fim de ficar em dia com as principais notícias dos meios de comunicação. Até uma próxima oportunidade. Estarei ligado aqui.

* Carlos Alberto Parizzi é comentarista do Jogo Aberto Rio da BAND.

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Parecia uma final

Por Carlos Alberto Parizzi

E aquele polvo “mala” acertou de novo. Não entende nada de futebol, mas em matéria de vidência, vou te contar. Brincadeiras a parte, Alemanha e Uruguai foi um jogaço. Cheio de alternativas e nunca decidido antes do apito final. Até o último lance a partida poderia ter mudado com aquela cobrança incrível do uruguaio Forlán no travessão. Já que falei em Forlán, que copa incrível fez ele. Com justiça está entre os 1º melhores podendo ser o melhor da competição. Brigará com o espanhol Iniesta e o holandês Sneidjer. Na realidade o Uruguai foi a grande surpresa da copa. Entrou desacreditada, ninguém arriscou colocar os uruguaios entre os oito melhores do mundo, quanto mais entre os quatro. No jogo deste sábado, na disputa pelo terceiro lugar, aprontou outra surpresa. Com uma motivação extraordinária venderam caro, mas muito caro mesmo, a derrota.

O goleiro uruguaio, Muslera, foi infeliz em dois lances que terminaram em gols alemães. Mas não podemos creditar a vitória alemã simplesmente as falhas adversárias. É uma seleção que reuniu jogadores jovens, uma safra muito boa, que certamente estará aqui no Brasil, em 2014. O que mais me impressionou-nos alemãs foi a habilidade técnica. Vi jogadores dando dribles que eram privilégios do futebol sul-americano, principalmente o nosso. Isso aliado a disciplina tática fez da seleção alemã um grande time. De qualquer maneira alemães e uruguaios terminaram a copa do mundo de parabéns, merecedoras do que fizeram.

 Agora é esperar a grande final amanhã. Torço pela Holanda, embora meu palpite seja a Espanha. Vamos ver quem vence, o coração ou a razão.

* Carlos Alberto Parizzi é comentarista do Jogo Aberto Rio da BAND e da Rádio Tamoio 900AM.

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Goleiro Bruno afirma que suas chances de disputar a copa de 2014 no Brasil terminaram

Por Sérgio Santos

O áudio vazado na sala da delegacia onde ainda está,  na Zona Sul do Rio, demonstra a preocupação do goleiro Bruno em relação ao caso Eliza Samudio.

Triste ver um atleta desperdiçando oportunidades tão preciosas. Crime e castigo são faces da mesma moeda. Os que punem se sentem mais puros com o castigo que impingem. Parecem saber onde está o problema e a causa de seus males. O homem que açoita mulheres com a autoridade de macho varão do século passado mudou de personalidade? 

Há aqueles que defendem que Bruno é o filho oriundo da pobreza, não ciente dos seus atos. Como se violência e pobreza estivessem lado a lado de forma arbitrária. O jogador de futebol, no alto da pirâmide social, agora se vê colocado contra a parede. Alguns ainda invocam a lembrança do episódio em que Edmundo atropelou e matou três pessoas e feriu quatro, no Rio, ao dirigir bêbado em dezembro de 1995. O fato aqui é muito mais complexo, envolve grau de intenção incomparável. Há quem desconfie do resultado de todo esse episódio, já que este é o país  onde não faltam leis, que não são cumpridas: a redoma da impunidade.

Tom Jobim, gênio da música e sábio, sintetizou como ninguém: “O Brasil não é para principiantes“. Andam de mãos dadas entre nós a indiferença liberal, o cinismo cafageste, a passividade bestializada e a barbárie.

Bruno e Macarrão chegam ao presídio de Bangu (Foto: FERNANDO SOUTELLO/AGIF/AE)

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Só um passaria

Por Carlos Alberto Parizzi

A vitória da Espanha sobre a Alemanha, 1 a 0, não foi uma coisa imprevisível, mas não era considerado provável. Depois da excelente atuação alemã frente a Argentina, sua seleção entrava nesta partida com um certa vantagem de opiniões. Não chegava a ser um favoritismo. A Espanha está numa ótima temporada e eu apontava como uma das quatro finalistas da copa. Errei as outras três, Brasil, Argentina e Inglaterra. É um time que joga tocando a bola, valorizando sua posse, rodando o jogo de um lado para o outro, esperando a hora certa de dar o bote. Embora viesse vencendo seus jogos não dava sinais de ser aquele time diferenciado. Teve um começo mais ou menos. Começou a crescer a partir das oitavas. É um misto Real Madrid/Barcelona, com bons jogadores e bem entrosados. Aí alguém me perguntaria: “A Alemanha vinha encantando com seu futebol e apontada como a melhor seleção do mundial”. Certo, mas este sistema “mata-mata” proporciona alguns resultados considerados improváveis. Basta um time que vem muito bem estar num dia ruim e tudo que fez até aquela partida vai por água abaixo. Não que a Espanha não mereça ir à final, mas deixar a Alemanha de fora talvez tenha sido um castigo muito grande. Paciência. Só um pode seguir. Venceram os espanhóis e estão na final. Deverá ser um “jogaço”, Holanda e Espanha. Quanto a Alemanha poderá confirmar, contra o Uruguai, se a derrota para a Espanha foi um acidente de percurso ou não conseguiu manter o bom futebol até o fim.

* Carlos Alberto Parizzi é comentarista do Jogo Aberto Rio da BAND e da Rádio Tamoio 900 AM.

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Cadê o show alemão?

Amanhã, faz 20 anos da morte do Cazuza.

Uma das músicas dele que eu mais gostava era “Faz Parte do meu Show”, tornada famosa pela novela “Vale Tudo”, aquela da Odete Roitmam. Lembram? “Te pego na escola e encho a tua bola, com todo meu amor”, dizia o primeiro verso da obra que, por vezes, me pego a cantarolar por aqui.

“Mas o que têm a ver música com futebol?”, vocês devem estar pensando.

Antes da semi-final de hoje, a Alemanha era o retrato da canção no gramado. Pegava o adversário na bola e enchia a sacola, não com amor, mas com gols.

A quem gosta de futebol bem jogado, fazia promessas malucas de atuações sensacionais. Um sonho bom, para aqueles que se acostumaram com o pragmatismo dunguístico.

Fez parte do show germânico na Copa.

Pena que as promessas, além de malucas, também foram curtas.

Hoje, não sei por qual razão, Joachim Loew travou sua equipe.

Tudo bem que Müller não jogou e a Espanha é um timaço.

No entanto, a nova Alemanha não precisava querer jogar como seus antepassados.

Se encarou a Argentina de peito aberto, poderia ter feito o mesmo contra a Fúria.

Enfim, não adianta lamentar. O ato final do Mundial definiu seus protagonistas. Merecidíssimos, por sinal.

Duas Seleções que, se não brilharam ainda, tocam a bola e têm talentos.

Por falar em talento, viva Cazuza!

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Uruguai valente, Holanda eficiente

Robben faz o gol e parte para o abraço: a Holanda está na final da Copa do Mundo (Foto: AFP)

Por Carlos Alberto Parizzi

Não me surpreendeu a vitória da Holanda sobre o Uruguai. Surpreendente foi a seleção uruguaia estar entre aas 4 melhores do mundo. Estão de parabéns os uruguaios pela luta, disposição e entrega.

Entrar numa copa do mundo desacreditada e chegar as semifinais é uma conquista. Vendeu muito caro a vaga para as finais para a Holanda, que vinha como favorita. Sneidjer não foi brilhante como nas outras partidas, mas é a referência do time junto com o Robben. Foi importante, como sempre, na armação de jogadas e na composição do meio campo na marcação. Ele é um jogador que todo treinador quer ter. Taticamente e tecnicamente é acima da média. O Robben sempre com aquela jogada pela direita cortando para a esquerda e finalizando ou servindo algum companheiro em condições de finalizar. E este é o diferencial deste time holandês. Não é um grande time, mas é eficiente quando necessário. Ficará na espera do vencedor de Alemanha e Espanha, amanhã. Qualquer que seja o adversário da Holanda será uma para duríssima, mas se eu fosse o treinador e me perguntassem quem eu queria na final, diria que a Espanha. A Alemanha tem grandes jogadores, bom conjunto e está acostumada, tradicionalmente, a finais de copa do mundo. A Espanha joga um futebol mais latino. A Holanda já sabe como ganhar os latinos. Geralmente o sangue quente latino influencia negativamente nos jogadores e lhes tiram a tranqüilidade. Os alemães são frios como os holandeses. Sabem esperar a hora para matar o jogo. Vamos ver o que dará amanhã.

*Carlos Alberto Parizzi é comentarista do Jogo Aberto Rio da BAND e da Rádio Tamoio 900 AM.

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Pelo resgate do verdadeiro Brasil.


Por Roberto Junior

São sempre os mesmos nomes. Seja nos clubes ou na Seleção, precisou de treinador e lá estão Felipão, Muricy Ramalho e Mano Menezes cotados para a vaga. Com toda justiça, diga-se de passagem, já que são treinadores dos mais vitoriosos do país. Mas será que agora um dos 3 medalhões é realmente a melhor opção para substituir Dunga no comando do Escrete Canarinho?

É quase unanimidade o fato de que o jogo pragmático, aliado a falta de jogadores talentosos, foi o principal problema brasileiro na África. Um time bom de contra-ataque, é verdade, porém previsível e sem opções de banco que pudessem alterar o panorama de uma partida resume bem o que foi a Seleção na Copa 2010.  Tudo fruto da visão de futebol de seu treinador.

Diante desse quadro, chegou-se à conclusão de que o futebol pentacampeão do mundo precisa retornar um pouco a suas origens. A eficiência moderna necessita se misturar a doses de arte e improviso, característica maior do Brasil dos gramados. E aí, é que entra a figura do novo técnico. O escolhido será o responsável por fazer essa milimétrica junção e, sobretudo, aproveitar a imensa categoria da geração de Neymar e Ganso.

Felipão, Muricy e Mano são ótimos comandantes, como dito acima. No entanto, guardadas as devidas proporções, os 3 compartilham da visão dunguística de que o importante é o resultado, independente dos meios utilizados para que ele seja alcançado. Ter um deles à frente da Seleção significaria uma melhora, sem dúvidas, mas, em essência, a equipe provavelmente tenderia a apelar ao pragmatismo tão criticado agora.

A função de treinador do Brasil não é lugar para experiências. Outro Dunga, leia-se Leonardo, com pouca bagagem de banco, constituir-se-ia escolha equivocada, todavia apostar, por exemplo, em Dorival Júnior seria uma boa tacada da CBF.

O santista não tem milhagem internacional, tudo bem. Mas sabe trabalhar com jovens e é ousado. A cara do nosso futebol.

Sei que a sugestão provocará risos na maioria. Faz parte. Aqui, quando o assunto é o esporte mais popular do mundo o conservadorismo ainda impera forte. Somos resistentes a mudanças e a novos conceitos. Foi assim, inclusive, que nos recusamos a aceitar a Holanda e a Espanha como forças do Mundial e agora  lá estão elas, na semi-final.

Dorival não é perfeito e está sujeito a erros. O que também acontece com o trio de queridinhos e aconteceu com Parreira e Zagallo, outras velhas águias que já passaram pelo cargo. Inovar com critério, é tudo que precisa agora a Seleção Brasileira. Chega de mesmice.

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