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Arquivo da categoria ‘Roberto Junior’

A derrota da Alemanha não foi zebra.

Por Roberto Junior

Ora amigos, não foi zebra. Em 98, na fase de grupos da Copa da França, a ex-Iugoslávia abriu 2 a 0 nessa mesma Alemanha, só que na ocasião a camisa pesou e Klinsmann e companhia acabaram empatando o jogo. Quem acompanha futebol lembra que no mesmo Mundial os germânicos foram eliminados nas quartas-de-final pela Croácia, outra antiga república iugoslava. Bom futebol lá, nunca faltou, mas sim a chamada regularidade.

Em 2006, por exemplo, a então Sérvia e Montenegro chegou à Copa como uma das possíveis sensações. No entanto, uma espécie de apagão resultou em 3 derrotas, sendo uma delas uma surra de 6 a 0 para a Argentina.

Já nas eliminatórias para 2010, os sérvios terminaram em primeiro lugar absoluto do seu grupo, empurrando a França para a repescagem e deixando a Romênia de fora ,em uma caminhada tranquila até a África.

O time não é bobo, além de contar com jogadores como Dejan Stankovic, da Internazionale, Branislav Ivanovic, do Chelsea e Nemanja Vidic, do Manchester United, todos muito experientes e de boa qualidade técnica.

É claro que de certa forma a Alemanha decepcionou, sobretudo os meninos Özil e Müller, que renderam abaixo do esperado, e Podolski, que atirou o empate nas mãos do goleiro Stojkovic, no entanto é furado dizer que houve hoje uma surpresa de outro mundo.

Quando Dunga afirmou que se o Brasil vencesse a Copa, todos venceriam, ouvi muitos jornalistas bradarem que não era assim. “Nossa função é informar, não torcer”, diziam eles. Porém, não é bem isso que vem acontecendo.

*Roberto Junior, o RJ, é um apaixonado por Copas do Mundo desde 1986. Graças a Laudrup, Maradona, Ronaldo e Romário tornou-se ferrenho defensor do futebol-arte e um “anti-brucutus” convicto. Escreve o Blog do RJ, no Lance Activo! e o “RJ na Copa”.

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Hay que envidia! (Há que invejar!)

Por Roberto Junior

Droga de vida futebolística!

Minha Seleção não tem craque em plena forma, só um meia bomba.

Minha Seleção não tem um atacante que é pura raça, só um que, às vezes, é puro ódio.

Minha Seleção não tem dois volantes que sabem jogar quando é preciso, só dois brucutus de primeira linha.

Minha Seleção não tem um meia menino que sabe jogar na frente, só um atacante que, ao que parece, vai jogar mais atrás.

Minha Seleção não tem um técnico que aproveita todo o potencial que Deus lhe deu, só um que deixa seus melhores assistindo à Copa em casa.

Ah, Minha Seleção tem uma zaga muito forte. E daí? O objetivo principal desse esporte não é fazer gol?

Não sei se a Argentina ganha a Copa, mas brasileiro que gosta de futebol bem jogado, com certeza, teve inveja dos 4 a 1 sobre a Coreia do Sul.

*Roberto Junior, o RJ, é um apaixonado por Copas do Mundo desde 1986. Graças a Laudrup, Maradona, Ronaldo e Romário tornou-se ferrenho defensor do futebol-arte e um “anti-brucutus” convicto. Escreve o Blog do RJ, no Lance Activo! e o “RJ na Copa”.

Confira os melhores momentos de Argentina 4X1 Coréia do Sul. As imagens são da TV Globo.

 

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Perdeu a Espanha, perdeu o futebol.

Concordo com você, Rafael!

A Espanha tocou, tocou, tocou, mas não encantou. Pura decepção.

Fernando Torres, o matador, fez falta. Contra Honduras e Chile, mesmo se for com uma perna só, tem que jogar de qualquer jeito.

O zagueiro Piqué, nervoso com o resultado final, saiu de campo chutando tudo. Retrato fiel do que é um time furioso, mas só no sentido pejorativo. Equilíbrio emocional é o que parece faltar a quem veste aquela camisa vermelha em Copas do Mundo.

A Suíça, esperta, ficou na dela. Se defendia com a competência de sempre e atacava na boa, até que, em uma delas, abriu o placar com Fernandes, aos 6 do segundo tempo.

Os espanhóis, enfim, passaram a ser um pouquinho mais objetivos. Xabi Alonso acertou a trave e outras boas oportunidades foram criadas. No entanto, com a defesa exposta, sustos também se tornaram mais frequentes. Quase no fim da partida, Derdiyok costurou a zaga e por um triz não ampliou o marcador. Seria um golaço.

Não tem jeito. Graças ao 1 a 0 contra, pipocarão manchetes sobre a nova crise de “amarelão” dos comandados de Del Bosque, ainda mais depois da pífia atuação do Brasil ontem. O vexame de um, atenua o fracasso de outro. É assim na vida, é assim no futebol.

A Suíça teve méritos sim, merece os parabéns. Mas nessa quarta, o Mundial, que já é pobre tecnicamente, ficou ainda mais debilitado. A era das retrancas está aí e com força total. Infelizmente.

*Roberto Junior, o RJ, é um apaixonado por Copas do Mundo desde 1986. Graças a Laudrup, Maradona, Ronaldo e Romário tornou-se ferrenho defensor do futebol-arte e um “anti-brucutus” convicto. Escreve o Blog do RJ, no Lance Activo! e o “RJ na Copa”.

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O velho e previsível Brasil de Dunga

Por Roberto Junior

A Argentina ganhou da Nigéria tocando bem a bola, o Brasil achou fraca a apresentação.

A Holanda venceu a Dinamarca com autoridade, o Brasil minimizou o triunfo laranja.

A Alemanha goleou a Austrália, o Brasil disse que o adversário era muito fraco.

O que falar agora desse Brasil insoso que passou pela República Popular da Coreia?

Previsível, sem criatividade, impotente. Assim foi a Seleção de Dunga na maior parte da estreia.

Robinho, o mais lúcido, ainda tentava alguma coisa. Mas pedalar ao lado de Felipe Melo, Elano e Gilberto Silva deve ser triste.

Kaká, coitado, nem de longe lembrava alguém que um dia foi eleito o melhor do mundo.

Até a defesa, menina dos olhos do time, não foi bem, presenteando os norte-coreanos com um gol histórico, aos 43 minutos da segunda etapa.

Dunga tentou mudar, é bem verdade, mas de nada adiantou. Dessa vez a arma secreta Dani Alves não funcionou.

Foi só a estreia e, assim como não dá para afirmar que os alemães serão campeões, não ouso afirmar que a camisa pentacampeã é carta fora do baralho.

No entanto, nem todo o otimismo do mundo é suficiente para levantar o moral depois de uma atuação pífia.

Ganso, Neymar e Ronaldinho Gaúcho, tenham a certeza de que, mais do que nunca, o país sente a falta de vocês.

*Roberto Junior, o RJ, é um apaixonado por Copas do Mundo desde 1986. Graças a Laudrup, Maradona, Ronaldo e Romário tornou-se ferrenho defensor do futebol-arte e um “anti-brucutus” convicto. Escreve o Blog do RJ, no Lance Activo! e o “RJ na Copa”.

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Retrato da Copa

Por Roberto Junior

No final de Costa do Marfim X Portugal houve um lance emblemático, uma espécie de retrato de uma competição que se arrasta, por enquanto. Contavam 47 minutos, acho. Jorge Larrionda, o árbitro, prometera 3 de acréscimo. Escanteio para o time de Laranja. Bola na área, era o que eu faria se fosse marfinense e estivesse em campo. No entanto, Keita e outro jogador, que não me lembro, preferiram rolar a pelota curta e, como não é bobo, o “seu juiz” resolveu encerrar o jogo. Se comprometer para que?

Parecem mesmo não querer marcar gols os atletas da Copa.

Não que o duelo tenha sido de todo ruim. Cristiano Ronaldo mandou bola na trave e os “Elefantes” também buscaram o jogo, mas, no geral, foi outra partida truncada nesse Mundial que está doidinho para desbancar o de 90 como o mais fraco da História.

O  0 a 0 deveria até ser comemorado pelo Brasil, afinal de contas um empate entre adversários diretos é sempre bom. No entanto, resta saber se nossa Seleção fugirá da mesmice que quase todas apresentaram até aqui.

A resposta vem às 15:30…


*Roberto Junior é um apaixonado por Copas do Mundo desde 1986. Graças a Laudrup, Maradona, Ronaldo e Romário tornou-se ferrenho defensor do futebol-arte e um “anti-brucutus” convicto.

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Pluf, plaf, zum, não irão a lugar nenhum.

O Japão venceu Camarões por 1 a 0. Outro fracasso de uma seleção africana no Mundial 2010, que por enquanto só assistiu à vitória magra de Gana sobre a Sérvia.

Os “donos da casa” mais uma vez decepcionam. Desde 1990, quando Roger Milla e companhia chegaram às quartas-de- final, o planeta futebol aguarda o triunfo da “zebra” africana. Que aguarde sentado então, pois não será dessa vez que um país do continente vencerá a maior competição do futebol mundial.

Dos que entraram em campo até aqui, apenas a Nigéria demonstrou alguma coisa. Diante da poderosa Argentina, as “Super Águias” não esmoreceram e venderam caro a derrota. Devem ficar com a segunda vaga do grupo.

A África do Sul, a anfitriã-mor, também não foi tão mal e poderia ter saído com a vitória do duelo com o México. Mas, no máximo, irá só às oitavas, assim como Gana.

Da Argélia então, melhor nem falar.

Do fim do século passado para cá, o perfil do futebol africano mudou bastante. Antes “irresponsáveis” nos gramados, os boleiros da Terra Mãe adquiriram disciplina tática, que unida à tradicional força física, acabou dizimando o jogo “moleque” de outrora.

Não que isto seja de todo ruim. Pelo contrário. A junção da irreverência antiga com os padrões modernos tinha tudo para dar samba. No entanto, parece que erraram a mão na mistura.

Nas Copas passadas, quando um time africano entrava em campo, o grande público esperava ao menos um pouquinho de espetáculo. Foi assim, por exemplo, com a Nigéria, em 98, e com Senegal, em 2002. Agora o que se vê, são versões, às vezes pioradas, de Noruegas e Irlandas da vida.

A África, infelizmente, perdeu sua identidade e com ela todas as chances de conquista de título. Uma pena.

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Nós somos cúmplices, nós somos culpados.

Tenho ouvido muitas críticas em relação ao nível técnico dos jogos da Copa até aqui e com elas concordo plenamente. Salvo Argentina X Nigéria, o massacre da Alemanha sobre a Austrália e, forçando a barra, o empate entre África do Sul e México, as demais pelejas foram de amargar.

É claro que de algumas Seleções não se pode esperar muita coisa. Argélia, Eslovênia e Grécia, por exemplo, têm mais é que jogar com 10  na defesa, pois caso contrário, horríveis que são, sofreriam goleadas a cada rodada. No entanto, é triste e alarmente ver equipes do porte de Inglaterra e França apresentarem um futebolzinho sem-vergonha e voltado apenas para a obtenção do resultado.

Dizem os entendidos que o esporte mais popular do mundo evoluiu muito nas últimas décadas. Preparação física e esquemas táticos sofisticados substituíram o toque de bola e o talento genuíno na luta por títulos. As “Linhas de 4″ de Mourinho e a “disciplina tática” de Dunga tornaram-se os “musts” de uma modalidade onde o objetivo primeiro deixou de ser marcar, mas sim não sofrer gols.

E nós, torcedores, aplaudimos tudo isto de pé.

Por várias vezes ao longo do ano defenestramos as “gracinhas” dos meninos santistas e vibramos com a queda do Barcelona diante da Internazionale. No Mundial, secamos intensamente as talentosas Holanda e Espanha, minimizamos o talento argentino devido “a problemas no lado direito da defesa” e, provavelmente, atribuíremos o show de Özil e seus companheiros à fraqueza australiana.

Acho que não percebemos ou, pior, acho que ignoramos mesmo. Afinal de contas, se nosso time ganhar a taça que mal há em jogar feio, não é?

A Copa 2010 deveria ser encarada como um alerta dos deuses do futebol. Aos pouquinhos, mas constantemente, essa paixão mundial é destruída. A persistir o ritmo, em 2014, aqui no Brasil, teremos uns 3 ou 4 bons jogos e olhe lá. E nós, cumplíces da mediocridade que somos, não poderemos reclamar. Assim como também não podemos fazê-lo agora.

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A bola da vez

Tshabalala marcou o primeiro gol do Mundial da África do Sul FOTO: EFE)

A lógica era a bola da vez no Soccer City. O México, mais técnico, tocava e dominava por completo a África do Sul. O primeiro gol parecia mera questão de tempo.

Do outro lado, assustados e retrancados, como um legítimo time de Parreira, os donos da casa pouco assustavam e nem Pienaar, o craque do time, fazia alguma coisa. Em certo momento, cheguei a dar como inevitável a primeira eliminação de um anfitrião na primeira fase de uma Copa.

No entanto, esse esporte chamado futebol é e sempre será uma fascinante “caixinha de surpresas”, dessa vez protagonizada pelo gol de Tshabalala em um contra-ataque fulminante, no chute solitário dos Bafana-Bafana.

Àquela altura, a festa era completa. A África do Sul mandava no pedaço, as chances de ampliar o placar apareciam com mais frequência e até pênalti não marcado houve. A partir dali, a tal lógica do primeiro parágrafo mudava de ideia. Não eram Giovanni dos Santos e Carlos Vela que mereciam a vitória, mas sim Mphela e seus bravos companheiros.

Todavia, os 90 minutos de uma partida são capazes de tudo, inclusive de inverter conceitos da língua. Se a sensatez assumira o lado verde e amarelo do campo, a emoção resolveu interceder pelos desorganizados mexicanos, através do zagueiro Rafa Márquez, autor do gol de empate, terrível castigo para um Parreira vibrante como poucas vezes vi.

Resultado injusto? Não diria. Um tempo de controle para cada equipe, não pode ser melhor refletido do que por meio de um empate. De qualquer forma, que os meninos-meninos não se lamentem. Com a raça, a organização e o pouquinho de qualidade que demonstraram hoje, França e Uruguai que se cuidem.

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O povo da África do Sul já é o grande camisa 10 da Copa

Tem desfile de Carlos Alberto Parreira e os Bafana-Bafana em carro aberto?

Lá estão 200 mil sul-africanos para ovacioná-los.

No meio dessa multidão passa o ônibus da “adversária” Holanda?

Não há problema! Carinho é que não falta também para a falada “Laranja”. 

A Dinamarca vai fazer um agrado à população local?

Sobrarão vuvuzelas berrando como loucas pelo time de Morten Olsen!

Os favoritos Brasil e Argentina  realizarão um treino aberto?

Aí então pode crer que a loucura para assistir a Kaká e Messi será total!

Ah! Mas e se Nigéria e Coréia do Norte jogarem uma “pelada” de preparação para a Copa? Fracasso de público certo?

Pelo contrário! A empolgação é tanta que periga  acabar em tragédia.

Na casa de Mandela, acho que até movimentação da Nova Zelândia vira festa.

Sneijder, Rooney, Xavi, Iniesta, Robben, Robinho, Verón, Ribéry ou outro qualquer, é bom tirar o olho, porque a camisa 10 do Mundial já tem seu dono: o simpaticíssimo povo da África do Sul!

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