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Rádio Tamoio entrevista Francisco Horta com exclusividade
Mais uma vez o repórter João Victor, da Rádio Tamoio, conseguiu uma entrevista exclusiva ao vivo para a Rádio Tamoio.
O entrevistado desta vez foi o ex-presidente do clube Francisco Horta, que falou por mais de dez minutos. Entre outros assuntos, Horta falou que teme que a Unimed deixe o Fluminense e que a saída de um técnico como Muricy Ramalho foi lamentável por toda a carreira do treinador, que depois de 26 anos deu o campeonato brasileiro ao Fluminense. Disse ainda que ele foi contra a saída de Alcides Antunes, inclusive votando a favor da permanência do profissional no clube.
O áudio pode ser conferido abaixo.
Rádio Tamoio faz entrevista exclusiva com Celso Barros
A Rádio Tamoio transmitiu nesta quinta-feira durante o intervalo de Coritiba x Palmeiras uma entrevista exclusiva com o presidente da Unimed, Celso Barros, concedida ao setorista do Fluminense João Victor.
Por mais de dez minutos o presidente da patrocinadora abordou assuntos como a saída de Alcides Antunes e Muricy Ramalho, uma possível renovação de contrato entre o clube e o plano de saúde, bem como comparou a última gestão com a atual.
Celso Barros também falou que a saída de Muricy Ramalho e Alcides Antunes foram os principais fatores responsáveis por este momento do tricolor carioca.
O áudio dqa entrevista pode ser conferido abaixo.
Canázio estreia no Manhã da Globo
O site Rádio de Verdade acompanhou neste sábado, diretamente do Globomóvel no Largo do Machado a última apresentação do programa Se Liga Brasil, comandado por Roberto Canázio.
Ao lado de Canázio estavam Ana Paula Portuguesa, que conta as fofocas dos artistas e Lena Pereira, organizadora do Globomóvel.
A chuva não atrrapalhou os fãs que foram acompanhar o programa de lá. No fim do programa o sol até chegou a aparecer.
Na hora da despedida, Canázio quase foi às lágrimas e agradeceu a todo o público que o acompanhou no Brasil inteiro, já que agora seu programa será transmitido apenas para o Rio de Janeiro.
O comunicador ainda lembrou que quem quiser continuar acompanhando o novo Manhã da Globo vai poder ouvir o programa pela internet.
Canázio ainda destacou que está metade feliz, metade triste, já que vai para o horário da manhã, mas deixa de comunicar em rede.
Ouça abaixo a entrevista concedida por Roberto Canázio ao site Rádio de Verdade.
Renato Maurício Prado: polêmica acompanhada de competência
Renato Maurício Prado é a prova viva de que a polêmica só faz sentido quando acompanhada de competência. E olha que o Paulo Francis dos esportes já se envolveu em muitas, porém, sempre com o saldo, jornalístico e bancário, positivo.
Odiado por alguns, admirado por outros, mas, definitivamente, lido por muitos. Leia.
Na era da revolução digital, o consumidor parece estar muito mais disposto a pagar por um jornalismo de opinião do que pelo de informação, disponível gratuitamente online. Você acredita que o mercado pode se ajustar a esse formato ou o fim da mídia impressa é realmente inevitável?
RMP – Concordo que o mais importante, hoje em dia, na mídia impressa, passou a ser a opinião. Notícias, em sua maioria, o leitor, telespectador, ouvinte ou internauta, têm o tempo inteiro, em real time, 24 horas por dia. Mas o possível (e provável) fim da chamada mídia impressa, na verdade, significará apenas a transformação dos atuais “jornalões” em edições digitais – como, aliás, já vem acontecendo. O que estes diários precisam (e já estão fazendo) e ter uma edição on line “viva”, o que significa dizer, modificando-se e atualizando-se 24 horas. Mas os grandes títulos, como O GLOBO, a Folha de SP, o Estadão, a Zero Hora etc, com certeza, sobreviverão digitalmente. Deixarão de se ler lidos no papel e passarão a ser acessados em Ipads e que tais.
Você se adaptou bem a essas novas mídias?
RMP- Sim, não tive muita dificuldade em passar a escrever também nas novas mídias. Naturalmente, é preciso passar a pensar com um novo “timing”, até para avaliar bem o que deve ir para o on line, o blog, a TV ou o rádio e o que deve ser “guardado” para o papel. Mas não é nenhum bicho de sete cabeças. É apenas um exercício de “edição” como outro qualquer. E como já editei muita coisa (esportes, política, cidade, jornais de bairro e um diário popular inteiro, o Extra) não tive grandes dificuldades.
Quando se digita a palavra ‘polêmica’ no Google, aparece uma foto sua (ou quase isso). Qual foi a de consequência mais drástica que você se envolveu?
RMP- Trabalhar com opinião sempre vai gerar polêmica. Os que concordam aplaudem e os outros te arrasam. Mas o fundamental é que todos se interessem pelo que você escreve ou diz. Nem que seja para discordar. Embora possa parecer o contrário, não cheguei a ter muitos problemas, não. A maior briga foi com o Eurico Miranda (ex-presidente do Vasco) e a mais recente com o Márcio Braga (ex-presidente do Flamengo). Como ambos baixaram o nível, os dois foram processados, condenados e tiveram que me pagar belas indenizações. Fiquei satisfeito nem tanto pelo dinheiro, pois graças a Deus não necessito de um níquel deles para viver bem, mas pela lição. Uma coisa é não gostar das minhas críticas e rebatê-las no mesmo nível. Outra é apelar para a cafagestagem, calúnias e infâmias. Todos os que fizerem isso, serão processados e punidos. Simples, assim.
Os jogadores, quase em uníssono, reclamam da sua abordagem à vida pessoal dos atletas. Qual o limite entre o jornalismo esportivo e o de celebridades?
RMP- Essa é uma questão que muita gente aborda de forma demagógica. Se o que o jogador faz fora de campo não influi no seu rendimento profissional, tudo bem, não acho que deva ser notícia. Mas se o cara cai na esbórnea e, por isso, começa a jogar mal, ter problemas físicos etc, é importante registrar, sim. E acho que essa abordagem é completamente diferente da que se faz na questão das celebridades, que são notícia de qualquer forma. Basta aparecer em público, fazendo qualquer coisa banal, como ir à praia, ao cinema etc. Ninguém critica atleta por causa disso.
Já rolou muita saia justa nesses encontros no Bem, Amigos (Programa que vai ao ar, segundas às 21h no SporTV) ? Alguma vez o caldo engrossou de verdade?
RMP- Na verdade, tive apenas uma situação desagradável, com o Vanderlei Luxemburgo que, ora veja só, veio me criticar por algo que eu nem tinha escrito (na verdade, fora o Fernando Calazans, meu amigo e companheiro de coluna, no GLOBO). Ele disse que não me respeitava, pelo que eu tinho dito, eu disse que também não o respeitava, por uma série de atitudes, ficou, é claro, um clima pesado no ar, e o programa foi em frente. No mais, houve, no máximo, uma alfinetada aqui outra ali, mas com tudo com classe e sem maiores problemas. O cara se queixar de alguma crítica, com argumentos, tudo bem, vida que segue. Mas não é por causa disso que vou deixar de criticar o que acho que deva ser criticado. Sou um crítico de futebol, assim como existem os críticos de cinema, teatro etc. É a minha profissão.
Você deu o furo, no bom sentido, sobre a aposentadoria do Ronaldo. Alguma fonte já te deixou numa roubada? Chegou a publicar uma informação e teve que desmenti-la em seguida?
RMP- Ter boas fontes é fundamental para qualquer bom jornalista. Acho que tenho um número significativo delas. O furo da aposentadoria do Ronaldo veio de uma fonte muito confiável. Mesmo assim, publiquei-o com cuidado. Porque, há alguns anos, o próprio Romário me disse que pararia e, 48 horas depois, foi convencido pelo então presidente do Vasco a voltar atrás… Acontece! Em relação a desmentidos, nunca precisei fazer nenhum que fosse realmente importante. Mas, eventualmente, alguma informação não se confirma, ou se modifica, como aconteceu no caso do Romário. Durante a Copa da África, por exemplo, a presidenta do Flamengo Patrícia Amorim me disse que estava com a contratação do Felipão (Luiz Felipe Scolari) 99% certa. Na hora H, o técnico roeu a corda e preferiu ir para o Palmeiras… Fazer o que? Quem está sempre preocupado em antecipar boas notícias (furos, como chamamos jornalisticamente) sempre está arrriscado a isso. Para usar uma imagem do futebol é como o jogador que de vez em quando perde um pênalti. Só perde quem bate. E, eventualmente, só comete uma “barriga” (como chamamos notícias que não se confirmam) quem está constantemente à cata de “furos”. O saldo médio é que distingue o bom jornalista do medíocre. Modestamente, acho que o meu saldo é muito bom…
O que se esperar da Copa no Brasil em termos competitivos e de organização?
RMP- Em termos competitivos, acho que a Copa do Brasil será espetacular. Com os sul-americanos jogando em seu próprio continente, os europeus não terão vida fácil e Brasil e Argentina me parece que entrarão como grandes favoritos. Já em termos de organização, a coisa preocupa. E muito. A notícia de que as obras no aeroporto serão provisórias é desanimadora! Uma das coisas que motivam na realização de grandes eventos esportivos, como Copas e Olimpíadas, é exatamente o legado que podem deixar para os paíse e cidades que os sediam. Se o que for feito para receber turistas e delegações será apenas provisório, vai se estar jogando dinheiro fora. E, infelizmente, o Brasil dá sinais de que começará a trilhar esse caminho. No final das contas, se seguirmos com esse raciocínio de obras provisórias, teremos apenas torrado bilhões de dinheiro público e plantado uma série de “elefantes brancos” (estádios que terão pouco uso, no pós-Copa) pelo país.
Torcedor do Flamengo assumido, o que você achou da passagem relâmpago de Zico pela Gávea? Não lhe parece tolo catapultar o craque a condição de dirigente, sem muitas vezes exigir-lhe as credenciais necessárias para o cargo?
RMP- Acho que o Flamengo não soube usar o Zico. É muita ingenuidade achar que somente porque o cara foi um gênio dentro de campo, também será brilhante como dirigente. O Zico deveria ter sido usado como um grande “embaixador” rubro-negro. Deveria ter sido guardado para ajudar a negociar grandes patrocínios, comandar campanhas institucionais de adesão de sócios e de arrecadação de fundos etc. Deixá-lo no comando do futebol, sem uma estrutura adequada foi um tiro no pé. Que, infelizmente, mostrou-se ainda mais desastroso pela inabilidade demonstrada por ele na contratação dos jogadores e no comando do futebol.
Os jogadores, todos nós sabemos (e secretamente invejamos) são freneticamente assediados pelas mulheres. E entre vocês? Existe a Maria Redação?
RMP- Em qualquer profissão que exponha publicamente as pessoas há um certo fascínio. Mas nada que possa ser considerado próximo do que chamamos de “Marias Chuteiras”. As “Marias Canetas” são bem mais tímidas e, infinitamente, menos numerosas…
Alguma chance de usar sua influência para que a Isinbayeva seja nossa próxima Garota VS?
RMP- Com a Isinbayeva nunca cheguei a falar pessoalmente. Mas as tenistas Maria Sharapova e Ana Ivanovic já entrevistei algumas vezes, em Roland Garros e Wimbledon. Posso tentar… Mas, infelizmente, acho que as chances são pequenas…
*Entrevista publicada pela revista A Vida de Solteiro
Odilon Júnior faz aposta na Rádio Regional de Florianópolis
O jovem talento Odilon Junior está fazendo uma nova aposta em sua carreira profissional. Em entrevista ao site RÁDIO DE VERDADE, Odilon falou um pouco da carreira e de projetos para o futuro.
Odilon iniciou sua trajetória na rádio 107 FM do Rio de Janeiro, hoje arrendada para a Furacão 2000 em julho de 1998.
Logo depois, partiu para a Rádio Grande Rio 1560AM onde teve oportunidade de narrar efetivamente.
Passado algum tempo, a coisa não deu certo e o departamento de esportes foi dissolvido. Todos foram mandados embora e Odilon Junior passou a trabalhar como freelancer na Rádio Tropical.
Odilon começou a trabalhar na Super Rádio Tupi chamado por Paulo Junior, que observou seu trabalho e o convidou para a emissora da Rua do Livramento.
Lá Odilon produzia alguns programas e foi engatinhando dentro da emissora, ganhando a confiança dos profissionais, até que teve a oportunidade de fazer a primeira narração pela Tupi. A partida era entre Friburguense e Botafogo no Estádio Eduardo Guinle. Odilon narrou o segundo tempo da partida.
Com muitos anos de Tupi, ele recebeu a proposta para ser chefe de equipe na Rádio Regional de Florianópolis. A tupi até tentou mantê-lo, mas ele achou que a proposta da emissora catarinense era viável e resolveu apostar nesta nova empreitada. Sai da Tupi de portas abertas, levando a amizade de inúmeros colegas de profissão. Considera Luiz Penido o melhor narrador de todos os tempos. É fã do locutor.
Vai passar por um “período de adaptação” em Florianópolis. Segundo ele, o povo de Florianópolis curte muito os times do futebol carioca. É possível que durante o Campeonato Brasileiro, a prioridade das transmissões sejam de partidas que envolvam os times cariocas. Ele ainda adiantou que a rádio deve comprar os direitos de transmissão para a Copa de 2014.
Perguntado sobre o que ainda deseja realizar na carreira, Odilon afirmou que quer ser o narrador dos jogos principais, da seleção brasileira, de jogos internacionais e que vai trilhar o caminho para conseguir. “Não vou apostar em algo que tenha a possibilidade de não dar certo. Este projeto vai dar certo”, afirma o narrador.
Odilon ainda afirma que não sondou nenhum profissional da Super Rádio Tupi, já que havia um boato de que Jorge Nunes teria sido sondado.
A programação da Rádio Regional de Florianópolios pode ser ouvida pelo endereço www.radioregionalfm.com.br. Aos que moram em Florianópolis, também podem ouvi-la através dos 106,5MHz.
Glória Maria afirma que ainda sofre preconceito
Um dos maiores referenciais na história da TV brasileira, Glória Maria foi a primeira repórter negra da televisão e colecionou conquistas até chegar ao comando do “Fantástico”, principal programa jornalístico da TV Globo. No Dia da Consciência Negra, a jornalista relembrou sua trajetória de luta e conta como venceu o preconceito com muito trabalho.
Ao ser questionada se já sofreu muita discriminação, Glória afirma que sim, mas evita falar sobre episódios específicos, como a vez em que foi barrada na entrada de um hotel de luxo do Rio, na década de 70, e teve grande repercussão na época. Ela também relembra que foi uma das primeiras pessoas a usar a lei contra o racismo para se defender.
Qual a importância da Semana da Consciência Negra?
Glória Maria: A consciência de ser negro é uma coisa que temos que ter todos os dias, 365 dias ao ano. Não é só em um dia. Mas a data é importante para refletir, já que temos uma vida cada vez mais corrida e temos que ter um tempo para parar e pensar no que somos e por que estamos aqui. A gente tem que discutir, tocar na ferida. Tento passar essa consciência para as minhas filhas, para mostrar quem elas são.
Você acha que a sociedade está evoluindo quando ao preconceito?
Glória Maria: As políticas existem, mas preconceito não se muda com lei. A lei só pode intimidar, mas não muda o sentimento. Também não podemos roubar e matar, mas tem várias pessoas que fazem isso. Todos sabem que o preconceito é um sentimento mesquinho, mas não deixam de sentir por isso. Ele continua como sempre foi: velado. Só que as pessoas hoje em dia tem mais pudor, medo de serem recriminadas. Está só mais disfarçado. Apesar de tudo, é importante que as leis existam.
O que pode ser feito para melhorar essa situação?
Glória Maria: A situação melhora com cultura, educação e conscientização para todos. Mas, na verdade, só quem pode mudar isso é o próprio negro, que tem que saber se modificar internamente. Tem que se dar o valor e não se olhar com pena. Nem usar a cor como justificativa para as suas falhas. A conscientização tem que começar na gente. Temos que saber nosso valor e nosso poder.
Você já sofreu preconceito?
Glória Maria: Já sofri várias vezes e sofro até hoje. A diferença é que as pessoas hoje tem mais cuidado porque sou uma pessoa pública.
Você acha que teve um caminho mais árduo por causa da cor?
Glória Maria: Fui a primeira repórter negra da televisão. A primeira a apresentar o jornal das sete, a primeira no comando do ‘Fantástico’… Mas tive que enfrentar muitas barreiras e obstáculos para conseguir as coisas. Tudo é mais difícil para um negro. Você tem que provar 100 vezes que você é o melhor. É cansativo, duro, doloroso. Se você não tiver uma força extraordinária, não consegue passar por isso. Mas eu vim ao mundo para lutar. Sou uma guerreira!
Como se sente como um referencial para outras pessoas?
Glória Maria: É bacana! Cresci ouvindo minha avó contar as histórias da nossa família - meus parentes foram laçados nas matas de Minas. Fui educada para ser livre, para não colocarem algemas em mim de novo. São esses valores que eu tento passar para as pessoas que me admiram, para as minhas filhas. A liberdade se ser, poder, conquistar… Não podemos desanimar nem ceder. Deixar que nos derrubem.
*Com informações do Ego
André Rizek, chefe de redação do SporTV
Conhecido pelas grandes reportagens que fez nas redações do Jornal da Tarde e revistas da Editora Abril, André Rizek já denunciou esquema de arbitragem, episódio conhecido como “Máfia do Apito”, e até incorporou o papel de gogoboy em matéria da Playboy, “foi constrangedor”, lembra. Agora, o jornalista está no comando do programa “Redação Sportv”, canal onde também é chefe de redação.
Sente falta da vida de repórter, fazendo matérias especiais?
Sim, tenho saudades de fazer reportagens, no sentido de escrever no papel e ir para rua entrevistar gente, mas como chefe de redação do Sportv continuo fazendo o papel de repórter. Sinceramente, não tenho do que reclamar, gosto muito do que faço.
Por que você define, em seu perfil de blog, a época em que trabalhou para Playboy como “bons tempos”?
As razões são óbvias. Por ser uma revista mensal, você tem mais tempo para trabalhar e a qualidade de vida é melhor. Além de que entrava mulher gostosa na redação 24 horas por dia. Na Playboy eu fazia matérias divertidíssimas e foi onde eu aprendi muito em pouco tempo com a jornalista Cíntia de Almeida, excelente profissional.
Quais tipos de reportagem você produzia?
Cheguei a trabalhar numa (matéria) de sex shop durante oito dias. Isso aconteceu na semana do dia dos namorados, apenas a dona da loja e as vendedoras sabiam do caso. Ali eu vendi vibrador, calcinha comestível, mas pelo que eu lembro o que mais vendeu foi estimulador de clitóris. Depois, fiz uma reportagem quando participei de um curso para gogoboys, onde ensinavam a gemer, por exemplo. Foi bem constrangedor, mas consegui entregar a matéria.
Ficou insatisfeito com o arquivamento do caso “Máfia do Apito” na Justiça?
Fiquei mais do que insatisfeito. Esse caso tem um lado tragicômico se você for pensar. Eu só tenho a dizer que se no Brasil não é crime um árbitro de futebol, que é réu confesso, vender resultado de partidas, então o Brasil tem um sério problema.
Agora com a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, você acha que será um bom momento para as reportagens investigativas?
Será um prato cheio para quem for fazer reportagem investigativa, tanto pra falar bem das construções como para falar mal, até porque são dois eventos que envolvem muito dinheiro, e hoje no Brasil não faltam exemplos de reportagens investigativas - vide o caso Erenice Guerra.
Como reagiu ao vídeo postado no Youtube com você, Milton Leite e repórteres do Sportv fazendo comentários fora do ar?
Eu estava entrando no Sportv quando isso aconteceu. O ideal é que os jornalistas não conversem antes de entrar no ar, mas ali estávamos entre amigos. Pra falar a verdade, esse assunto nunca me estressou. Às vezes eu também assisto a esses vídeos quando sinto saudades do meu amigo Cereto (repórter do Sportv).
Como foi chegar na Rede Globo?
Eu lembro que na cobertura da Copa de 2006, quando eu fui para Alemanha pela revista Placar, eu observava o pessoal da Globo com a aquela camisa verde. Ai eu ficava pensando: deve ser um tesão trabalhar na Globo, um dia eu vou vestir essa camisa e chegar lá. Olha, tive que ralar muito mesmo pra conseguir chegar na Globo.
*Do comunique-se
José Carlos Araújo na Rádio Nacional
Esta uma histórica entrevista concedida a Carlos Borges no programa Papo de Esporte, numa quinta-feira, dia 28 de outubro de 1999.
É de grande valia publicarmos esse áudio, já que se trata de um longo papo com o locutor que revolucionou a linguagem no rádio e que está na Rádio Globo do Rio desde 1984 (ano que marca a saída conturbada de Jorge Curi da Globo e a saída de Garotinho da Nacional, após sete anos).
Agradecemos ao nosso internauta Nagib Pachá Jr. por ter cedido gentilmente este áudio. Interessados em compartilhar áudios históricos, mandem e-mail para radiodeverdade@radiodeverdade.com.














