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Arquivo da categoria ‘Palco Rádio de Verdade’

Palco RÁDIO DE VERDADE: Alexandre Pires

Alexandre Pires canta Eu Sou o Samba.

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Palco RÁDIO DE VERDADE: Black Eyed Peas

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Palco RÁDIO DE VERDADE: Zeca Pagodinho

Você confere acima a música Coração em Desalinho, interpretada por Zeca Pagodinho. Essa música será tema de abertura da novela Insensato Coração, na interpretação de Maria Rita Mariano.

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Palco RÁDIO DE VERDADE: Gal Costa e Hebert Viana

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Palco RÁDIO DE VERDADE: Andrea Bocelli


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Palco RÁDIO DE VERDADE: Nirvana

Uma das maiores bandas surgidas nos anos 80. Há quem diga que são filhos do movimento Grunge. Para outros, mero produto da indústria fonográfica.

Mas o Nirvana marcou uma geração. No auge e com grande sucesso, seu líder Kurt Cobain suicidou-se.

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Palco RÁDIO DE VERDADE: Roberto Carlos

ACÚSTICO MTV ROBERTO CARLOS

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Palco RÁDIO DE VERDADE: Djavan

Da relação de uma negra com um neerlando- brasileiro, nasceu  Djavan Caetano Viana, em 27 de Janeiro de 1949, em Maceió. Como quase todos aqueles que não nasceram em berço dourado, Djavan passou por muitas funções. Chegou a ser  meio-de-campo do CSA (Centro Sportivo Alagoano) e nessa época aprendeu sozinho a tocar violão, ouvindo, olhando e acompanhando as cifras em revistas, no jornaleiro. Ele tomou a natureza e o folclore nordestino como influência para suas composições. Abandonando seus estudos, teve que trabalhar em empregos de pequeno porte. Ainda em sua cidade natal aos dezoito anos, ele formou o grupo LSD (Luz, Som, Dimensão), que as canções abrangiam o repertório dos Beatles onde tocavam em vários locais como bailes nos clubes, praias, igrejas, etc. Aos dezenove anos deixou definitivamente o futebol e passou a dedicar-se apenas à música

Djavan começou a ficar conhecido a partir de conquistar o 2º lugar no Festival Abertura transmitido pela Rede Globo com a canção “Fato Consumado”, seu primeiro compacto chegou quatro meses depois, com as canções “E Que Deus Ajude”, “Um Dia”, “Rei do Mar” e “Fato Consumado”, a partir daí a Somlivre que o havia contratado somente para interpretar canções para integrarem trilhas de novelas da Rede Globo, começou a produzir seu primeiro álbum que trouxe o “carro-chefe”: “Flor de Lis” que se torna um grande hit nas rádios, produzido por Aloysio de Oliveira.

Depois de algum tempo fez shows solos por durante três meses para a boate 706, posteriormente sairia da Somlivre integrando-se a Odeon. Djavan grava seu segundo disco, de nome homônimo: Djavan lançado em 1978 , posteriormente recebe o subtítulo de “Cara de índio” (a primeira faixa do álbum). Além de “Cara de Índio” que retrata a cultura e a visão social dos índios brasileiros, o álbum possui a canção “Álibi” que em mesma época seria gravada por Maria Bethânia, se tornando um enorme sucesso no país, do qual seria faixa-título do álbum de maior sucesso da cantora: Álibi (sendo este o primeiro álbum na história da música brasileira, que por uma interprete feminina ultrapassou 1 milhão de cópias), entre outras canções seriam do mesmo álbum seriam regravadas: “Dupla Traição” por Nana Caymmi e “Samba Dobrado” por Elis Regina no Mountrez Jazz Festival. Djavan também gravou um videoclipe da canção “Serrado” para o programa Fantástico da Rede Globo mesmo não estando mais na Somlivre a fazendo se tornar mais um sucesso do artista, entre outras canções significantes ao álbum está “Nereci” estando em variadas coletâneas internacionais, sendo classicada na maioria como uma canção dancante.

Trata-se de um dos maiores compositores do cancioneiro nacional. As composições de Djavan já foram gravadas no exterior por artistas como Al Jarreau, Carmem McRae, The Manhattan Transfer. No Brasil já foi mão-de-obra para nomes como Gal Costa, Dominguinhos, Jane Duboc, Os Paralamas do Sucesso, Simone, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Nana Caymmi, Dori Caymmi, Rosa Passos, Daniela Mercury, Chico Buarque, Chico César, Caetano Veloso, Leila Pinheiro, Luciana Mello, Ed Motta, Beth Carvalho, Joyce, João Donato, Johnny Alf, Leila Pinheiro, Lenine, Elba Ramalho, João Bosco, Leny Andrade, Banda Eva, entre outros.

No vídeo acima, Djavan canta Milagreiro, no DVD de mesmo nome. O detalhe é que a há uma gravação da mesma música (Milagreiro) em parceria com a saudosa Cássia Eller. Você pode conferir o áudio abaixo.

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Palco Rádio de Verdade: Shakira canta tema da Copa do Mundo 2010.

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Palco Rádio de Verdade: Elis Regina

Ela já não está entre nós desde 1982, mas sua música permanece atual, jovem e com muita força. Elis Regina Carvalho Costa continua fazendo fãs. Continua nas paradas de sucesso da MPB clássica, gerou uma das maiores revelações entre as cantoras contemporâneas, marcou a história do cancioneiro nacional.

Elis Regina nasceu na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, onde começou a carreira como cantora aos onze anos de idade em um programa de rádio para crianças chamado O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, apresentado por Ari Rego. Revelando enorme precocidade, aos 16 anos lançou o primeiro LP da carreira.

Em 1960 foi contratada pela Rádio Gaúcha, e em 1961 viajou ao Rio de Janeiro, onde gravou o primeiro disco, Viva a Brotolândia. Lançou ainda mais três discos, enquanto morava no Rio Grande do Sul.

Em 1964, um ano com a agenda lotada de espetáculos no eixo Rio-São Paulo, assinou um contrato com a TV Rio para participar do programa Noites de Gala; é levada por Dom Um Romão para o Beco das Garrafas sob a direção da dupla Luís Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli, com os quais ainda realizaria diversas parcerias, e um casamento com Bôscoli em 1967. Acompanhada agora pelo grupo Copa trio, de Dom Um, canta no Beco das Garrafas, o reduto onde nasceu a bossa nova, e conhece o coreógrafo americano Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo para cantar, tirando aquele nado que ela tinha com os braços.

Participa do espetáculo Fino da Bossa organizado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, que ficou conhecido também como Primeiro Demti-Samba, dirigido por Walter Silva, no Teatro Paramount, atual Teatro Abril (São Paulo). Ao final do mesmo ano (1964) conhece o produtor Solano Ribeiro, idealizador e executor dos festivais de MPB da TV Record. Um ano glorioso, que ainda traria a proposta de apresentar o programa O Fino da Bossa, ao lado de Jair Rodrigues. O programa, gravado a partir dos espetáculos e dirigido por Walter Silva, ficou no ar até 1967 (TV Record, Canal 7, SP) e originou três discos de grande sucesso: um deles, Dois na Bossa, foi o primeiro disco brasileiro a vender um milhão de cópias. Seria dela agora o maior cachê do show business.

O estilo musical interpretado ao longo da carreira percorria assim o “fino da bossa nova”, firmando-se como uma das maiores referências vocais deste gênero. Aos poucos, o estilo MPB, pautado por um hibridismo ainda mais urbano e ‘popularesco’ que a bossa nova, distanciando-se das raízes do jazz americano, seria mais um estilo explorado. Já no samba consagrou Tiro ao Álvaro e Iracema (Adoniran Barbosa), entre outros. Notabilizou-se pela uniformidade vocal, primazia técnica e uma afinação a toda prova. O registro vocal pode ser definido como de uma mezzo-soprano característico com um fundo levemente metálico e vagamente rouco.

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos, registravam índices recordes de audiência. No Festival conheceu Chico Buarque, mas acabou desistindo de gravá-lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Elis participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Elis Regina, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

A antológica interpretação de Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), no Festival, escreveu um novo capítulo na história da música brasileira, inaugurando a MPB e apresentando uma Elis ousada. Uma interpretação inesquecível, encenada pouco depois de completar apenas 20 anos de idade e coroada com o reconhecimento do Prêmio Berimbau de Ouro. O Troféu Roquette Pinto veio na sequência, elegendo-a a Melhor cantora do ano.

Fã incondicional de Angela Maria, a quem prestou várias homenagens, Elis impulsionava uma carreira não menos gloriosa, possibilitando o lançamento do primeiro LP individual, Samba eu canto assim (CBD, selo Philips). Pioneira, em 1966 lançou o selo Artistas, registrando o primeiro disco independente produzido no Brasil, intitulado Viva o Festival da Música Popular Brasileira, gravado durante o festival. Mais uma vitoriosa participação no III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), a canção O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), classificando-se para a finalíssima e reconhecida com o prêmio de Melhor Intérprete.

Em 1968, uma viagem à Europa a lança no eixo musical internacional, conquistando grande sucesso, principalmente no Olympia de Paris, onde se tornou a primeira artista a se apresentar duas vezes num mesmo ano, naquela que é a mais antiga sala de espetáculos musicais de Paris.

Foi Elis quem também lançou boa parte dos compositores até então desconhecidos, como Milton Nascimento, Renato Teixeira, Tim Maia, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir Blanc, Sueli Costa, entre outros. Um dos grandes admiradores, Milton Nascimento, a elegeu musa inspiradora e a ela dedicou inúmeras composições.

Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, nos difíceis Anos de chumbo, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica tornava-se pública em meio às declarações ou nas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, teria afirmado que o Brasil era governado por gorilas  (há ainda controvérsias em relação a essa declaração. Existem arquivos dos próprios militares onde ela se justifica dizendo que isso foi criado por jornalistas sensacionalistas). A popularidade a manteve fora da prisão, mas foi obrigada pelas autoridades a cantar o Hino Nacional durante um espetáculo em um estádio, fato que despertou a ira da esquerda brasileira.

Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, com voz ativa da campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc), a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a volta de personalidades brasileiras do exílio, a partir de 1979. Um deles, citado na canção, era o irmão do Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro.

Outra questão importante se refere ao direito dos músicos brasileiros, polêmica que Elis encabeçou, participando de muitas reuniões em Brasília. Além disso, foi presidente da Assim, Associação de Intérpretes e de Músicos.

Causando grande comoção nacional, faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, tranquilizantes e bebida alcoólica. Foi sepultada no Cemitério do Morumbi.

Choram Marias e Clarices… Chora a nossa pátria mãe gentil. Em busca de um sol maior, Elis Regina embarcou num brilhante trem azul, deixando conosco a eternidade de seu canto pelas coisas e pela gente de nossa terra. E uma imensa saudade.
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Elis é mãe de João Marcelo Bôscoli, filho do casamento com o músico Ronaldo Bôscoli, e de Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, filhos do pianista César Camargo Mariano. Os três enveredaram pelo ramo da música.

No vídeo acima, Elis interpreta Como Nossos Pais, um grande clássico de nossa múscia.

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