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Posts Tagged ‘África do Sul’

Mesmo com empate na estreia, ainda acredito na Inglaterra

 

Que desagradável...

Goleiro Green fica lamentando o frango que levou - Foto: Reuters

Por Emerson Rocha

Antes de começar a Copa do Mundo, já tinha cravado que a Inglaterra estaria, pelo menos, entre as quatro semifinalistas na África do Sul. E mesmo com o difícil empate por 1 a 1 diante dos Estados Unidos, continuo acreditando em boa campanha do time da “terra da rainha”. Mas terá que substituir rapidamente o goleiro Green, que levou um frangaço (aço, aço, aço) no gol americano. Será que ele foi a primeira vitima da temida Jabulani? Eu não acredito…

Alguns vão achar que estou louco com essa ‘euforia’ por causa da (má) apresentação deste sábado. Só que o English Team empatou, em minha opinão, com a equipe que pode ser a grande surpresa da Copa e que deve conseguir a classificação para as oitavas-de-final. Minha posição é baseada pelo excelente meio-campo, que conta a seleção inglesa, e um craque no ataque, que é o Rooney.

O time do técnico (italiano) Fabio Capello começou muito bem posicionado, não dando espaços para os adversários. A tática serviu para tentar espantar algum tipo de surpresa, que já aconteceu no mundial do Brasil, em 1950. Até hoje, esta vitória da equipe do “Tio Sam”, por 1 a 0, é considerada uma das maiores zebras da história das Copas.

Mas em 2010, a Inglaterra apostou na marcação pressão no início do jogo. E, logo aos quatro minutos, o capitão Gerrard tabelou com Heskley e tocou na saída do goleiro Tim Howard para abrir o placar do confronto entre colonizadores (Inglaterra) e colonizados (EUA).

Com a vantagem, a seleção europeia utilizou a grande característica de seu treinador: se fechar na defesa, sair para o ataque com velocidade pelas pontas e dando pouco chances do adversário entrar em sua área. Tanto que o fatídico empate americano, de Dempsey (aos 40 minutos), com uma Grande (com G maiúsculo mesmo) ajuda do goleiro Green, foi marcado em um chute quase despretensioso de muito longe.

No segundo tempo, o jogo ficou mais disputado e nervoso de ambos os lados. Deu até para Green se redimir e impedir a virada dos EUA, em chute de Altidore. Nos 15 minutos finais, a Inglaterra até que tentou buscar os três pontos. Porém, os jogadores não conseguiram acertar ao menos uma boa jogada ofensiva. E ainda deram espaços para os contra-ataques americanos, que também não renderam nada e deixando o placar no 1 a 1.

Aposto nessas duas equipes no Grupo C. Até porque, acho que Argélia e Eslovênia não vão dar muito trabalho à Inglaterra e EUA.

Vale também o registro de boa arbitargem do brasileiro Carlos Eugênio Simon e um bisonho impedimento marcado pelo auxiliar Roberto Braatz, no final do segundo tempo.

* Emerson Rocha é repórter aéreo das Rádios Mix (102,1 FM) e Sulamérica Paradiso (95,7 FM). Ele também assina o blog “Esportes na Área”, do site do Jornal do Brasil

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Joguinho fraco

Foto: Globo.com

Por Rafael Monteiro

Realmente o melhor seria se eu tivesse dormido até mais tarde. Mas teimei em assistir Coréia do Sul 2 X 0 Grécia. Um jogo chato e sem graça, essa foi a melhor forma que encontrei para definir esse confronto. Tem partida da série B aqui no Brasil muito mais interessante. O futebol grego é engessado, não oferece nada de atraente, se defende o tempo inteiro e a sua única válvula de escape é a bola aérea. Como são altos e fortes uma hora ou outra pode causar perigo. Seus números não maquiam sua qualidade, já que essa é a segunda participação grega em Copas. A primeira foi em 1994 no qual o Brasil foi campeão, quando só tomou sapatada. Sofreu 10 gols em 3 jogos, não marcou nenhum e conseqüentemente não conquistou pontos. Confira os resultados de 94: 

 Grécia 0 X 4 Argentina
Grécia 0 X 4 Bulgaria
Grécia 0 X 2 Nigéria 

Os jogadores coreanos poderiam modificar sua modalidade esportiva, seriam mais bem aproveitados no atletismo. Para se ter uma idéia do nível da partida, os 11 corredores da Coréia, são melhores ou menos ruins (o que seria o mais correto) do que os gregos. A Coréia veio mostrar na Copa o que a gente espera de um time asiático: muita correria. O contra ataque é a melhor e praticamente a única arma deles, tanto que o segundo gol surgiu numa roubada de bola no campo grego, o que foi fatal. Enfim, resultado justo.

 Apesar de tudo a Coréia mostrou mais qualidade, o que não é muito difícil quando se é comparado com a Grécia. O passeio da Grécia acaba no dia 22 de junho contra a Argentina, esse é o seu último confronto na primeira fase. Dali não passa, mas quem sabe faz o seu primeiro gol em Copas do mundo? A Coréia até pode ir um pouco mais a frente dependendo das condições da Nigéria. Fico imaginando Coréia do Sul X Nigéria, isso vai ser uma correria, vai dá para cansar só de ver. A Argentina nesse grupo tem a obrigação de se classificar, daqui a pouquinho começa Argentina e Nigéria, vamos ver se isso vai ser confirmado.

*Rafael Monteiro é repórter da Rádio Grande Rio 1560AM

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A bola da vez

Tshabalala marcou o primeiro gol do Mundial da África do Sul FOTO: EFE)

A lógica era a bola da vez no Soccer City. O México, mais técnico, tocava e dominava por completo a África do Sul. O primeiro gol parecia mera questão de tempo.

Do outro lado, assustados e retrancados, como um legítimo time de Parreira, os donos da casa pouco assustavam e nem Pienaar, o craque do time, fazia alguma coisa. Em certo momento, cheguei a dar como inevitável a primeira eliminação de um anfitrião na primeira fase de uma Copa.

No entanto, esse esporte chamado futebol é e sempre será uma fascinante “caixinha de surpresas”, dessa vez protagonizada pelo gol de Tshabalala em um contra-ataque fulminante, no chute solitário dos Bafana-Bafana.

Àquela altura, a festa era completa. A África do Sul mandava no pedaço, as chances de ampliar o placar apareciam com mais frequência e até pênalti não marcado houve. A partir dali, a tal lógica do primeiro parágrafo mudava de ideia. Não eram Giovanni dos Santos e Carlos Vela que mereciam a vitória, mas sim Mphela e seus bravos companheiros.

Todavia, os 90 minutos de uma partida são capazes de tudo, inclusive de inverter conceitos da língua. Se a sensatez assumira o lado verde e amarelo do campo, a emoção resolveu interceder pelos desorganizados mexicanos, através do zagueiro Rafa Márquez, autor do gol de empate, terrível castigo para um Parreira vibrante como poucas vezes vi.

Resultado injusto? Não diria. Um tempo de controle para cada equipe, não pode ser melhor refletido do que por meio de um empate. De qualquer forma, que os meninos-meninos não se lamentem. Com a raça, a organização e o pouquinho de qualidade que demonstraram hoje, França e Uruguai que se cuidem.

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Quem mandou beber demais?

Parreira tentou empurrar o time para o ataque no fim. FOTO: AP

Por Rafael Monteiro

Depois da festa de abertura, começou o show dentro de campo. Com justiça, os próprios anfitriões abriram a festa, e diga-se de passagem  os sul africanos são especialistas nesse assunto. Com o estádio lotado e as vuvuzelas a todo vapor tivemos uma amostra do que teremos na World Cup.

O primeiro tempo não teve novidades, enquanto a festa não embala, geralmente bate o nervosismo nos anfitriões e com a África do Sul não foi diferente, os mesmos não foram perigosos na primeira etapa. O México mais equilibrado, conseguiu se aproveitar da situação e chegou a ter um gol anulado aos 37 minutos, mas também não foi brilhante. Noss primeiros 45 minutos da Copa o nervosismo foi preponderante, e nitidamente muito estudado por ambas as equipes.

Como toda boa festa, não pode faltar música e uma boa comida. A primeira condição ficou por conta das vuvuzelas. Já a segunda foi servida somente com quase uma hora de comemoração, já que amenizamos a nossa fome apenas com 8 minutos da segunda etapa .  Tshabalala chutou forte no ângulo e marcou o primeiro gol da Copa da África. E como em toda festa, toma-lhe dancinha. A entrada valeu a pena. A África do Sul veio bem mais organizada e perigosa para o segundo tempo, tanto que saiu na frente.  Já o México não conseguiu impor seu futebol e foi dominado pelos bafanas bafanas, que após o gol e o embalo da torcida(seus convidados) realizaram um futebol  monstrando que pode surpreender na competição. Bola na trave, pênalti não marcado, toque de bola, contra ataque rápido e marcação forte, foi o cartão de visitas do time do Parreirista.

Mas sabe quando você vai numa festa e aquela pessoa inconveniente chega e torna o clima desagradável? Esse camarada atendeu pelo nome de Mokoena. Dez minutos para a galera da limpeza entrar em ação, o México empata numa falha de marcação. Depois tudo foi na base da vontade e o pecado já estava cometido. O fim da festa teve aquela sensação: “Bebi demais e não deveria ter deixado isso acontecer”.

*Rafael Monteiro é repórter da Rádio Grande Rio 1560AM

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