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Morre Chico Anysio: O país ficou sem graça
Às 14:30 de hoje o mundo perdeu um dos maiores gênios do humor, senão o maior de todo mundo. Chico Anysio nasceu em Maranguape em 1931 e veio pro Rio de Janeiro aos sete anos de idade.
Escritor, ator, compositor, diretor, imitador, humorista… Chico tinha arte no sangue.
Foi locutor de rádio e acompanhou de perto a chegada da televisão. Foi um dos que conseguiu migrar com mais facilidade a linguagem de humor da latinha pra telinha.
Já fazendo várias vozes no rádio, Chico Anysio passou a “vestir” seus personagens para a televisão, fazendo isto de forma maestral.
Chico ainda se tornou pioneiro em dar oportunidade a novos atores, seja em “Chico City” ou até mesmo na “Escolinha do Professor Raimundo”. Neste último, Chico fazia o papel do escada para que os outros comediantes pudessem interpretar seus textos. Comediantes do calibre de Walter Dávila, costinha, Brandão Filho, Zezé Macedo, Paulo Silvino, Cláudia Gimenez, entre tantos outros.
Outras escolinhas até tentaram copiar o estilo, mas o fracasso era flagrante.
O mundo perde Chico Anysio, mas com certeza o céu fica mais feliz.
Abaixo um vídeo do programa Ensaio, de 2005, da TV Cultura, onde o próprio Chico, parceiro de Dolores Duran e Arnaud Rodrigues conta da sua passagem pelo futebol, o período como locutor de rádio e comentarista esportivo e fala, claro, sobre sua carreira artística, no humor e na música.
Chico também gravou para o Fantástico, em 28 de agosto de 2011, o quadro “O que vi da vida”. Também vale a pena ver.
Atualizado em 25/03/2012
O Fantástico de hoje encerrou com uma brilhante crônica de Chico Anysio, de mais de 30 anos atrás. “A reinvenção da vida”. Vale a pena!
Briga comprada, briga perdida
Dunga comprou briga com a imprensa esta noite. O estremecimento já vinha de antes, piorando quando o técnico resolveu blindar a Seleção do assédio dos jornalistas na África do Sul. Mas com o seu comportamento na coletiva pós-jogo deste domingo, Dunga cuspiu além da linha.
E o gaúcho arranjou encrenca da pior forma possível, mexendo com um dos mais queridos jornalistas esportivos. A vítima da vez foi o jornalista Alex Escobar.
O repórter Tadeu Schmidt classificou a atitude de Dunga, em sua matéria para o Fantástico, como ”comportamento incompatível”. E sabe-se que ter a Globo como inimiga não faz bem à saúde. Diga-se que no dia da convocação para a Copa da África, a vítima foi o correspondente da Rádio Gaúcha, Sérgio Guimarães, que foi tratado de forma grosseira pela dupla Dunga e Jorginho.
Não que antes desta noite Dunga ainda tivesse alguma chance com os coleguinhas. Na verdade, a atitude do técnico é muito mais uma consequência dessa antipatia da mídia contra ele do que um mero descontrole emocional. Sem entrar em méritos, a briga entre Dunga e a imprensa segue a dinâmica de todas as batalhas: causa e consequência. Ação e reação.
Aos que não se lembram, durante a Copa do Mundo de 1990, Dunga foi um dos grandes responsáveis pelo desentendimento dos jogadores por causa da premiação para o título, motivo que levou o Brasil a realizar uma pífia campanha no torneio. Na copa seguinte, Dunga vestiu a carapuça de guerreiro oferendada pelo marketing. Foi campeão nos pênaltis mesmo sendo um medíocre e desde então acredita estar acima do bem e do mal. Como se Romário e Bebeto por lá não tivessem passado.
O atual técnico tem se destacado por arrogância inexplicável. Se é para fazer o estilo durão, talvez com inveja de Felipão, o faz de maneira cega.
A matéria exibida pelo Fantástico de 20/06, imediatamente replicada nos noticiários da GloboNews, deve refletir nos jornais impressos de logo mais (escrevo por volta da meia-noite), bem como no Sistema Globo de Rádio. Outros veículos e outras mídias deverão seguir pelo mesmo caminho, pois o corporativismo de momento fala mais alto que as barreiras empresariais. E Dunga adentrou de vez pela trilha sem volta da antipatia ampla, geral e irrestrita dos jornalistas. Seja qual for a colocação do Brasil nesta Copa, Dunga perdeu.
* * *
Outro bom exemplo de como as relações entre mídia e selecionados pode ser perigosa: O jornal esportivo francês L’Equipe vazou os insultos que o atacante Anelka perspegou no treinador Raymond Domenech, durante o jogo contra o México. Jean-Pierre Escalettes, presidente da Federação Francesa de Futebol, exigiu que Anelka pedisse desculpas em público. O jogador negou e acabou excluído da equipe. Em meio ao grande imbroglio, que já envolveu até o presidente da república Nicolas Sarkozy, a seleção francesa se amotinou e se recusou a treinar na manhã de hoje. Como se vê, para técnicos e jogadores, ruim com a imprensa, pior sem ela.
Monopólio da Rede Globo no futebol pode estar perto do fim
Em reunião realizada no final desta semana em Brasília, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) propôs um acordo entre clubes e emissoras de TV que acabaria com o monopólio da Globo nas transmissões de futebol.
Para encerrar um processo que tramita desde 1997, o Cade sugeriu a extinção de uma cláusula que dá preferência à Globo nas renovações de contratos. Propôs também dividir o Campeonato Brasileiro em dois pacotes para televisão. Um pacote ficaria com a Globo e o outro seria comprado por outra rede (a Record é a maior interessada).
Embora já ventile nos bastidores que tentará vender o Campeonato Brasileiro em dois pacotes, o Clube dos 13 se manifestou contrário à sugestão do Cade. Isso porque uma eventual decisão do órgão no sentido de dividir o Brasileirão em dois pacotes deixaria o Clube dos 13 “amarrado”, sem outras alternativas de negociação, o que poderia desvalorizar os direitos de televisionamento. A Globo foi contra a proposta e a Record, a favor. As três partes, no entanto, terão um tempo para se manifestarem oficialmente.
Um dos pacotes em articulação pelo Clube dos 13 prevê jogos às quartas e domingos, como é atualmente. O outro teria a transmissão de partidas às quintas, às 20h30, e aos sábados.
O Cade é um órgão vinculado ao Ministério da Justiça que regula a concorrência econômica no país. Funciona como um tribunal. Suas decisões têm ser cumpridas pelas partes envolvidas.
O processo, que está em análise pelo conselheiro Cesar Mattos, teve início há 13 anos. Nele, o Clube dos 13 e a Globo são acusados de prática de cartelização. Isso porque a cláusula que dá preferência à Globo funciona como uma ferramenta de monopólio para a emissora. Na prática, a Globo pode cobrir a proposta de uma outra rede TV, ficando sempre com os direitos de exibição do Brasileirão. Nunca uma outra rede consegue tirar os direitos dela.
Pelo acordo proposto agora pelo Cade, o processo seria encerrado e o Clube dos 13 e a Globo, inocentados. Mas teriam de abrir mão da cláusula de preferência, permitindo que a Record (ou o SBT ou a Band) dispute os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, ou parte deles.
O atual contrato da Globo com o Clube dos 13 vence no final do ano que vem. Em alguns meses, devem começar as negociações pelos direitos dos torneios de 2012, 2013 e 2014. Hoje, a Globo desembolsa cerca de R$ 500 milhões por ano pela exibição do campeonato, incluindo TV paga e pay-per-view.
*Do colunista Daniel Castro
Nota 10!
Para a matéria feita por Ana Paula Araújo. A jornalista e apresentadora do RJ TV 1ªEdição fez um resgate das histórias dos moradores do Morro do Bumba (em Niterói), que não foram soterradas. Um mês depois, a história da maioria das vítimas de toda aquela tragédia, não melhorou.
Contrariou a anedota de que no jornalismo tudo se esquece em nome de fatos recentes. Ouviu-se aqueles que ainda estão desabrigados, os que ainda esperam o aluguel social.
Um dos entrevistados indagou a jornalista: “como vou viver com o aluguel social que o Sérgio Cabral e o prefeito querem dar pra gente? Como vou viver com R$400? Estão pedindo adiantamento de 3 meses para alugar. Não sei o que fazer”.
Faltou apenas ouvir o governador Sérgio Cabral Filho e o prefeito de Niterói, Jorge Roberto da Silveira.
Discussão para mudança no horários dos jogos envolveu chantagem e covardia.
Estivemos ontem na Câmara dos Vereadores de São Paulo para acompanhar as discussões sobre os horários limites para que partidas de futebol sejam disputadas em São Paulo.
O que presenciei foi um lamentável espetáculo de chantagens baratas, mentiras e alguns vereadores covardes, beijando as mãos da Rede Globo.
Foi a primeira vez, em toda a história da casa, que uma audiência pública foi convocada para discutir uma lei que já havia sido aprovada.
Prerrogativa legal, porém inédita e imoral.
O representante da Rede Globo, Marcelo Campos Pinto, foi o primeiro a falar, mentindo, pressionando e chantageando Vereadores, Imprensa e Presidentes de clubes e Federações.
Disse que o público gosta de ir aos estádios às 22h, citando números que, segundo ele, comprovariam maior freqüência ao estádio neste horário.
Evidente, não citou que sua emissora sempre escolhe as partidas de maior apelo popular, justificando os números apresentados.
Falou também em tirar de São Paulo partidas exibidas pela emissora, além de cair no ridículo ao dizer que apenas 6 % dos jogos acontecem neste horário, motivo pelo qual foi questionado que seria mais fácil então a Globo mudar sua grade, se a porcentagem era realmente tão pequena.
O vexame da tarde ficou por conta dos discursos do presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, e do Secretário de Esportes, Walter Feldman.
Del Nero mentiu, dizendo que os jogos do Mundial de 2014 aconteceriam às 22h, fato que sabemos ser impossível, até pelo fuso-horário com a Europa.
Engrossou o coro da chantagem, ao dizer que seria muito “fácil” a CONMEBOL desfiliar os clubes brasileiros por conta da mudança de horário, entre outras bobagens.
Foi duramente criticado e desmascarado pelo jornalista Wanderley Nogueira, que em plenário, discursou representando a rádio Jovem Pan.
Wanderley não só defendeu a alteração de horário, como também chamou de chantagistas os argumentos da Globo e do presidente da FPF.
Coube a Walter Feldman o lamentável papel de justificar um possível veto do Prefeito Kassab.
Um discurso de fazer corar até os membros de seu partido.
Pelos clubes estiveram presentes dois representantes, Duílio do BINGO (Corinthians) e Marco Aurélio Cunha (São Paulo).
O dirigente corinthiano entrou mudo e saiu calado, quanto ao do Tricolor, seria melhor que tivesse seguido o exemplo do colega.
Aguarda-se agora a decisão do Prefeito Kassab, devidamente pressionado, por ambos os lados.
Pela Globo e seus vereadores capachos, que querem seus interesses atendidos, e pela população, em quase toda a sua totalidade à favor da lei aprovada.
EM TEMPO: Del Nero representou, além dele próprio, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o que, convenhamos, faz todo o sentido.
Do nosso parceiro, sempre coerente, o “Blog do Paulinho”.









